Lesley Pearse – Entre o amor e a paixão

Entre o amor e a paixão
Belle, livro 2
Lesley Pearse
Editora Novo Conceito, 2013

No início da Primeira Guerra, Jimmy, o marido de Belle Reilly, é levado para as trincheiras mortais do norte da França e Belle percebe que não pode ficar de braços cruzados quando tantos estão sacrificando suas vidas. Armada de coragem e boa vontade, ela se torna voluntária da Cruz Vermelha, também na França. Então, enquanto cumpre seu dever humanitário, um trágico acidente lhe coloca frente a frente com Etienne — o homem que fez parte de seu passado e a quem nunca esqueceu completamente. Dividida entre a paixão proibida por Etienne e a lealdade e amor por Jimmy, Belle encontra-se em uma situação impossível. A confusão de seus sentimentos, misturada à escuridão da mais brutal das guerras, a levará a sucumbir para sempre, ou a força da vida será maior e a conduzirá, finalmente, à verdadeira felicidade?

Talvez a demora na leitura de “Entre o amor e a paixão” se dê pelo fato de eu tê-lo lido logo depois de ter finalizado “Belle”. Os dois livros, que são sequência na duologia de Lesley Pearse, são bastante densos e complexos, o que pode cansar o leitor, quando ele não está tão imerso quanto gostaria na leitura.

Em Belle, conhecemos a protagonista, que dá nome ao livro e que, muito cedo, foi sequestrada e vendida para a prostituição infantil. Belle morava no bordel de sua mãe, que considerava a sua casa, e não sabia o que acontecia nos andares superiores, crendo, simplesmente, que as risadas dos homens era por motivo de uma festa. Belle era uma menina inocente, mas naquele dia ela conheceu outro mundo da pior forma possível: ao mesmo tempo em que presenciava uma cena que a fez perder a inocência, a menina foi testemunha de um assassinato e sequestrada. Depois desse dia, sua vida nunca mais foi a mesma.

O livro seguinte foi escrito de forma não planejada por Lesley. Em entrevista, a autora disse que simplesmente não conseguia esquecer a menina dos cabelos ondulados e precisou dar uma continuação para sua história. Afinal, os leitores também queriam saber o que havia acontecido em sua vida desde o fim do primeiro livro; se ela abriu a tão sonhada chapelaria, se ela conseguiu escapar de todos os falatórios de seu passado e, principalmente, se ela conseguiu esquecer uma paixão ardente que ficou para trás.

Em Entre o amor e a paixão, o leitor acompanha a sequência da vida de Belle, tentando se reconstruir após os traumas que passou. Logo depois, quando tudo parecia perfeito, começa a Primeira Guerra Mundial, que abalou as estrutural de todas as pessoas, mesmo as que não estavam envolvidas em esforços de guerra. Sozinha, com o marido no front de batalha, Belle começa a reaver várias coisas nos seus dias, e acabou indo para o meio da guerra, para ajudar a cuidar dos feridos. Em meio a todo o caos, ela cresce, evolui e, ao invés de esquecer, lembra cada vez mais daquele homem em seu passado que não lhe sai da memória.

Mas agora, Belle tem uma grande questão: ela deve honrar seu casamento ou obedecer seu coração?

Como disse no começo da resenha, este livro foi demorado para mim, por dois motivos. 1) ele é bastante denso, e eu tinha acabado de ler Belle, outro livro grande. E 2) eu amo histórias de guerra, mas acho que a narrativa longa me cansou um pouco por não entender muito do contexto do que realmente aconteceu. Não me entendam mal: a escrita da autora é brilhante e rica em detalhes, mas, inevitavelmente, cansou um pouco. Além do mais, eu estava tão curiosa pra saber OUTRA coisa, que queria pular logo essas partes.

Eu indico a leitura de Belle, o livro que introduz e conta toda a história da vida da menina e, se gostarem, recomendo que leiam também Entre o amor e a paixão. Acredite: você não vai conseguir se segurar, sabendo que tem mais história no segundo livro. Poderia ser quatro estrelas por ter sido longo e um pouco cansativo para mim, mas merece cinco estrelas pela brilhante história e pelo final. E que final! Já estou sentindo saudades.

Lesley Pearse – Belle

Belle
Belle, livro 1
Lesley Pearse
Editora Novo Conceito, 2012

Londres, 1910. Belle, de 15 anos, viveu em um bordel em Seven Dials por toda sua vida, sem saber o que acontecia nos quartos do andar de cima. Mas sua inocência é estilhaçada quando vê o assassinato de uma das garotas e, depois, pega das ruas pelo assassino para ser vendida em Paris. Sem poder ser dona de seu próprio destino, Belle é forçada a cruzar o mundo até a sensual Nova Orleans, onde ela atinge a maioridade e aprende a aproveitar a vida como cortesã. A saudade de casa — e o conhecimento de que seu status como garota de ouro não durará muito — a leva a sair de sua gaiola de ouro. Mas Belle percebe que escapar é mais difícil do que imaginou, pois sua vida inclui homens desesperados que imploram por sua atenção. Espirituosa e cheia de desenvoltura, ela tem uma longa e perigosa jornada pela frente. Ela poderá voltar para sua família e amigos e encontrar uma chance para a felicidade?

Belle é o primeiro livro de uma duologia escrita pela autora inglesa Lesley Pearse. Já conhecia a escrita de Lesley pelo livro Roubada, que foi classificado como favorito. Enquanto Roubada é um thriller, Belle é um romance envolvente de época, que mistura inocência, sensualidade, amadurecimento, aceitação do destino, tomadas de decisões e assassinatos. Agora, vou contar para vocês como foi, para mim, conhecer tudo isso.

Nossa protagonista é Belle, uma menina de 15 anos que, embora viva sob o teto da Casa de Annie, não sabe o que acontece por lá. Ela nunca foi autorizada a questionar as meninas sobre o que elas faziam na casa, e era proibida a subir para os andares superiores após as 17h. Ela ouvia risadas, vozes de cavalheiros e supunha que acontecia uma festa. Só não entendia o mau humor das garotas e, às vezes, os hematomas em seus rostos. Porém, ela nunca questionou isso, pois o mínimo de curiosidade faria sua mãe virar uma fera.

Um dia, porém, Belle testemunhou um assassinato, ao mesmo tempo em que descobria, da pior forma possível, tudo o que acontecia na sua casa. Então, era isso o que significava as palavras bordel e prostituta? No mesmo dia em que essas coisas se revelaram a ela, Belle se viu sendo arrastada para dentro de uma carruagem e, quando viu o homem que a sequestrou, entendeu tudo: era o assassino. A menina estava perdida nas mãos dele.

O livro aborda a questão do tráfico humano, principalmente de meninas e crianças, para serem forçadas a se prostituir. Alguns homens, na época, eram fascinados por meninas novas e virgens, e Belle é obrigada a tomar esse destino na história. Ela é levada a vários bordéis e, à medida que o seu conhecimento acerca do assunto vai aumentando, e com a ajuda de um inesperado amigo, ela por fim aceita o seu destino, e seus planos de voltar para casa são o que a mantiveram viva e ativa, economizando cada centavo para fugir. Enquanto isso, seus familiares e amigos, na Inglaterra, estão aflitos pelo seu desaparecimento e fazendo de tudo para seguir as pistas de criminosos para encontrá-la.

A única coisa que me incomodou de verdade neste livro foi a escrita, ou a tradução. Como não tenho o exemplar original, não sei dizer de quem é a “culpa“, mas encontrei muitos erros e frases muito mal escritas que, em determinado ponto do livro, me deixaram com raiva. Porém, se deixar isso de lado, a história é incrível muito bem conduzida pela narrativa detalhada, porém não cansativa de Lesley, e eu me vi consumindo página após página. O final não deixa muita abertura para o próximo livro, então você pode ler somente este livro se quiser; mas eu aposto que você vão vai querer parar neste, sabendo que há mais história. Leitura mais do que recomendada!

Download: Calendário de organização para outubro!

Nem acredito que setembro já está no fim! Os dias passaram voando por aqui, mal deu tempo pra fazer tudo o que eu queria. Mas tudo bem, porque agora começa tudo de novo, em outubro, e será um mês mais quentinho – aqui no Sul, eu senti bastante frio em setembro e, sendo sincera, quero calor. HAHA!

Mas enfim, vamos ao que interessa: início de mês significa reorganização, então nada melhor pra isso do que um calendário, certo? O calendário que disponibilizo pra download mudou um pouquinho, e dessa vez ele vem em apenas uma opção de cor, com um layout diferente, mais clean e dando mais espaço para anotações. Também retirei as marcas de corte que costumava colocar para refilar as bordas brancas da impressão, pois vi que muita gente não fazia isso, e as marcas ficavam lá. Agora, quem quiser deixar as bordas, deixa; quem quiser tirar, dá pra fazer com a ajuda de uma régua e um estilete, ou uma tesoura.

Para usar o calendário de outubro, é só clicar na imagem abaixo, salvar o PDF em seu computador e imprimir.

Para quem é mais craque em PDF, dá pra usar no computador também, só adicionando caixas de texto nas datas. Para isso, é preciso um programa como, por exemplo, o Adobe Acrobat Pro.

Quero saber a opinião de vocês sobre a reformulação no layout do calendário, viu? Espero que tenham gostado, claro, afinal fiz com muito carinho. Mas se não gostaram, quero que sejam sinceros. [wink]

Enfim, baixem, imprimam, usem e abusem do calendário para deixar o outubro de vocês muito mais organizado.

Follow Friday #39

Ei pessoal, tudo bem?

Espero que a semana de vocês tenha sido ótima. Por aqui, os dias voaram e eu nem acredito que já é sexta-feira de novo! Essa semana, estive inspirada para apenas uma coisa: futricar no blog. Mexi várias coisas que, provavelmente, vocês nem vão perceber, mas que estavam me atucanando e tirando o sono. Sabem como é: até que a gente não resolve, não fica sossegado. E a leitura? E o post sobre a viagem? Bem, tiveram alguns avanços, mas nada extraordinário. Bem feito, né? HAHA! Agora tenho que tirar o atraso.

Sem mais, vamos aproveitar que é sexta-feira e interagir o povo desse blog? Adicione o seu link na lista abaixo (até domingo, como vocês já sabem) e visite os blogs que já estiverem por aqui. Vamos nos conhecer! [heart]

Na Nossa Lente: O céu e o chão de uma primavera que inspira.

Verão, outono, inverno e primavera. Um ciclo, um tempo que vai, volta e se repete…

O verão é cheio de luz, risadas e pessoas. Na estação mais quente, nossos ânimos estão no topo, aquecidos pelo sol e dispostos a sair e correr livremente. Nossos pés, leves, pisam sobre um chão amarelo, verde, cor de areia, cor de mar, cor de festa.

O outono vem, devagarinho, nos avisando do inverno que está pra vir: derruba as flores das árvores, que a primavera já havia se encarregado de deixar lá para o verão, e torna as plantas marrons, sem folhas. O sol já torna-se mais recatado, escondendo-se vez ou outra. O outono é bonito, é o descanso merecido após um verão quente e festivo.

No inverno, o meu caminho é guiado por pés que esmagam um chão molhado e, dependendo da hora do dia, já cinzento das passadas e da chuva. Às vezes eu olho para o céu com uma ínfima esperança de ver um sol claro, bonito e sem nuvens. Acontece, mas é raro. Em dias comuns, o sol está encoberto e tímido, escondido atrás de paredes de algodão macio, me obrigando a vestir camadas e camadas de roupas para proteger-me da sua falta de calor.

Finalmente, a primavera é quando o inverno começa a ser expulso; o gelo vai embora, sendo substituído por cores, flores, amores. A estação florida promete um verão seguinte bonito, e começamos a nos preparar – novamente – para um período mais alegre e quente. As flores dizem-nos que nossa alegria pode voltar a florescer, abrindo as janelas, saindo de casa e deixando-a arejar; a felicidade joga-se ao vento e espalha-se por aí, onde quer que ela queira estar.

Todas as estações são um período de passagem, e todas têm o seu encanto. Alguns não sentem a diferença entre elas por morarem em locais muito quentes ou muito frios, mas sou abençoada por um estado que vive todas as estações, e eu posso apreciar a transição de cada uma delas – mesmo que, às vezes, um pouco fora de hora. Afinal, quem nunca perdeu o horário?

A primavera é minha época preferida do ano – nem tão quente, nem tão fria, mas colorida -, e por isso me inspirei para tirar algumas fotos do início da estação na minha cidade. Por aqui, ela anda bem tímida, aparecendo no céu, no alto das árvores e nas folhas que se espalham pelo chão.

O projeto “Na Nossa Lente” faz parte da blogagem coletiva do grupo “Coisas de Blogueiras”, do Facebook, um grupo criado para interação, tirar dúvidas, compartilhar conhecimento, dicas e tudo o que há de melhor e mais saudável na blogosfera. Os assuntos do projeto são quinzenais, e o objetivo é interagir com os membros, mostrando diversos ângulos de um mesmo tema.

Eu fiz os cliques, mas tive dicas valiosas do cara que mais me apoia nesse mundo. Doug, obrigada, de novo e de novo (pela câmera e pelas ideias sempre geniais). [heart]

Modéstia à parte, eu adorei as fotografias. E vocês?

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