A ditadura da beleza afeta você?

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resolveram se reunir para se conhecer, postar sobre assuntos interessantes e trazer de volta o maravilhoso mundo blogueiro de antigamente. Para saber mais, é só acessar o site.

Há alguns anos, eu era obcecada com maquiagens, sim. Porém, como falei nesse post, muita coisa mudou de uns tempos pra cá e hoje em dia, saio na maioria das vezes com a cara lavada, no máximo passo um batom ou, quando estou mais inspirada, um rímel e uma pequena quantidade de base pra cobrir algumas coisinhas aqui e ali. Então, hoje eu não tenho problema com meu rosto: não me acho linda, mas estou em paz, sem precisar apelar para inúmeros produtos para me sentir bem. O meu problema é outro, que talvez algumas pessoas abominem ainda mais do que a maquiagem: a chapinha. Por causa da franja, que dá um trabalhão pra manter, eu uso a tal da chapinha diariamente. Então, todos os dias ao acordar eu preciso alisar um pouco a franja e partes do cabelo, pra não ficar todo esquisitão.

Como eu disse, algumas pessoas abominam o uso, mas o negócio é que, pra mim, não é problema algum usá-la. Não atrapalha meu dia – são 5 minutos todas as manhãs, não vou morrer por isso – e, mesmo usando desde os meus 15 anos, mais ou menos, não fiquei careca. As pessoas viviam (e ainda vivem) me enchendo o saco com isso, dizendo que meu cabelo vai ficar uma palha e que vai começar a cair, porque chapinha não é bom usar e tenho que parar e mimimi. Enche o saco, tá? Se o meu cabelo é bem hidratado, com produtos bons e corretos que dão o resultado desejado, eu não preciso ter medo. Eles estão ótimos, obrigada.

Dá pra viver sem a chapinha, sim, mas não faço esforço pra isso acontecer porque eu me sinto bem com minha franja mais lisa e porque isso não está me deixando obcecada. Vou ter que sair sem chapinha? Ok, posso dar um jeito nisso. (Nas fotos acima, estou sem alisamento). Pra tudo tem um limite. Se o meu “vício” pela chapinha ultrapassou o de algumas pessoas, paciência. Eu acho que, pra mim, o limite não foi atingido porque é um hábito saudável. E quem usa sabendo cuidar, tá tudo certo.

Então, essa coisa de #stopthebeautymadness, aquela espécie de meme pra postar suas fotos sem maquiagem… Sinceramente? Achei ridículo ver como isso se tornou um desafio. Não deveria ser um desafio, você tem que se sentir bem com ou sem maquiagem, e ninguém precisa te dizer nada sobre isso. É um ato de coragem aparecer sem maquiagem? Não acho. Acho que as mulheres hoje em dia podem ter atos muito melhores do que aparecer com a cara lavada nas redes sociais. Atos que façam a diferença para alguém, e não se torne uma forma de ridicularizar aquela que não quer tirar o blush para a foto.

Você PODE usar maquiagem, PODE usar chapinha, PODE subir no salto e PODE fazer o que quiser. Ninguém pode te mandar ser isso ou aquilo. Não é um meme de internet que vai fazer você se sentir culpada por ser algo que as pessoas estão julgando errado. Então, não, essa ditadura da beleza não me afeta, pois vou continuar sendo exatamente quem eu sempre fui, sem mudar nada em razão de vontades alheias. Sejamos nós mesmas, com ou sem maquiagem, porque isso vai nos fazer feliz. E pronto.

Follow Friday #38

Oi, pessoal! Como foi a semana de vocês? Espero que tenha sido ótima.

Lembram que no penúltimo Follow Friday eu falei sobre o Diário de Viagem, uma série de posts pra contar a vocês como foi o meu passeio pelos Estados Unidos? Pois bem, eu estou na reta final: quase terminei de escrever sobre todas as cidades em que passei, e agora só falta separar algumas fotos para mostrar a vocês. Serão 15 posts + um bônus, com dois posts por semana pra não ficar tão demorado. O que acham?

Enquanto isso, vamos aproveitar o Follow Friday? Você já sabe como funciona: adicione seu blog ou o post mais legal da semana e visite os links que já estiverem por aqui. Vamos unir essa blogosfera [heart] O formulário pra inserir links fica aberto até domingo, então aproveite!


Sobre a minha inexplicável paixão por agendas.

Bem, eu não sei muito bem como essa loucura começou, mas hoje está quase fora de controle. Quase, porque eu ainda adoro ser desse jeito. Não tá entendendo nada? Vou explicar.

Desde que me conheço por gente, sou apaixonada por cadernos-papéis-canetas-agendas-bloquinhos e tudo o que tivesse uma mínima relação com tudo isso. Incluindo mochilas, estojos, fichários, pastas… o que tivesse a ver com escrita iria pra minha casa e para o meu altar sagrado. Então, um dia caiu a minha ficha de que eu não podia sair comprando todos os papéis e canetas que eu avistava pela frente, então parei. Mentira, porque eu ainda sou louca por cadernos e agendas, e acho que nunca vou me curar desse vício.

Então, eu quis pesquisar a história das agendas, mas pela primeira vez o Google se revelou infrutífero. Ou eu não sei pesquisar, ou eu pesquisei pouco/errado ou ninguém antes teve a curiosidade de saber de onde surgiu a ideia de fazer um caderno com folhas numeradas para anotar tarefas. O que cheguei mais perto foi: Império Romano, através do uso de papiros. Então: acho que a AGENDA, propriamente dita, não tem uma história só dela. Acho que tudo começou lá com os homens que desenhavam nas cavernas, depois evoluiu para o papiro, depois para os primeiros papéis feitos através da celulose e aí alguém teve a brilhante ideia de grudar tudo junto, ou enrolar em um araminho pra registrar coisas. Quem teve a ideia de colocar as datas nas páginas, eu não sei. Alguém aí sabe e está disposto a compartilhar?

Então, eis aqui a história da agenda. Eu acho.
Por favor historiadores, não pirem com minha versão da história super-hiper-master resumida da forma que eu ACHO que é.

Como eu ia dizendo, eu comecei a pensar sobre a minha inexplicável paixão por agendas. Pensei em fotografar tudo o que eu tenho entre caderninhos e agendas e papeizinhos afora pra vocês, mas está tudo tão enfiado dentro da gaveta, estrategicamente colocado pra caber, que seria uma tarefa de outro mundo colocar tudo de volta depois. Até porque tem algumas agendas mais antigas e já completas que estão bem guardadas no fundo de caixas (escondendo as vergonhas da adolescência). Aliás, abrindo um parêntese, quando uma agenda fica antiga ou está cheia, eu não consigo jogar fora. Uma, em especial, eu joguei, mas não antes de recortar a capa e a contracapa e fazer disso decoração pra outras coisas.

Então, voltando ao foco, resolvi fazer algo mais simples e apenas mostrar um pouco da minha coleção pra vocês – e compartilhar a minha loucura, pois sei que muitos de vocês também são loucos por isso.


Faltou espaço pra tantas agendas na sua gaveta/armário/estante/vida? Faça-as virarem decoração!


Essa é uma parte da dita gaveta atulhada de papel em formato de cadernos e outros derivados. Não é lindo uma gaveta cheia disso? E eu sei que vocês repararam, então sim, adoro as agendas da Jolie e essa personagem parece comigo ❤︎


Um dos cadernos mais fofos que tenho é a caderneta da Zocprint que recebi para resenha. Se quiser ver o post, está neste link.

Resolvi escrever este post, pois em alguns dias terei uma agenda nova – #gabipira – e SUPER linda pra mostrar pra vocês [love] . Ainda é surpresa, mas acho que vocês vão gostar muito da dica. Então, stay turned!

Suzanne Collins – A Esperança

A Esperança
Trilogia Jogos Vorazes, livro 3
Suzanne Collins
Editora Rocco, 2011
424 páginas
Compre o livro pelo Submarino clicando aqui.

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

Se há uma série de livros que me instiga os sentimentos mais contraditórios, essa série é Jogos Vorazes. É muito difícil explicar ou mesmo pensar sobre o que senti durante a leitura. A verdade é que a história é magnífica, o mundo de Panem e os Distritos criados por Suzanne é de uma intrincada genialidade, mas a minha paciência foi curta para ler os três livros em sequência. Para (não) ajudar nesse quesito, a minha leitura anterior a essa trilogia foi a duologia também distópica Starters, e eu já estava bastante saturada do estilo quando comecei Jogos Vorazes. Mas resolvi ir em frente. E o resultado é exatamente o que disse ali no começo; confusão, uma mistura de amor incondicional com algo parecido a apatia.

Jogos Vorazes, o primeiro livro, foi a melhor leitura da série para mim, e eu o teria favoritado, não fosse pela minha dificuldade em verdadeiramente entrar na pele de Katniss e absorver todo o inferno pelo que os moradores dos Distritos passam nos Jogos. De resto, foi uma leitura excelente, e dei 5 estrelas.

Em Chamas foi bom, mas não tanto mais. Já com a minha paciência um tantinho esgotada, achei que esse segundo livro enrolou um pouco nas explicações, e percebi que a trilogia não eram apenas os Jogos. Tinha muito mais coisas envolvidas, e minha cabeça quase deu um nó. Mas foi bom. 4 estrelas – só pra não igualar ao primeiro.

A Esperança foi algo com duas faces: um pouco torturante e um pouco incrível. Com a guerra, a destruição de uns aos outros entre rebeldes e Pacificadores, eu já não entendia nada do que estava acontecendo. Acho que, em algum momento, perdi o fio que ligava a história e fiquei meio que boiando em vários capítulos, principalmente nos finais. A coisa, como imaginei no livro dois, é grandiosa, e nesse último volume, tudo explode. A velocidade da leitura é mais rápida, pois estamos correndo contra o tempo para destruir esse poder que não tem limites para o mal que é a Capital, mas as coisas são tão intrincadas, e as explicações de locais, estratégias, conflitos são tão complexas que me senti perdida e com a sensação de que o livro não acabava mais. Por fim, passei vários dos capítulos decisivos entendendo pelo contexto, e muitas vezes uma coisa CHAVE passava batido, e eu só captava o que realmente aconteceu quando era mencionado em segundo plano, algumas páginas depois.

Porém, tenho que bater palmas para a trilogia criada por Suzanne Collins. Tenho certeza que, se eu lesse esses livros em outro momento, em que eu não estivesse saturada desse estilo literário, conseguiria aproveitar e entender muito melhor a história de Katniss, Peeta, Gale e toda uma trupe que sim, apesar de tudo, vai deixar saudades. Porém, a fila de livros é grande e não posso me dar ao luxo de repetir uma leitura no momento; quem sabe, no futuro, possa fazer esse teste. Agora, estou curiosa para, enfim, assistir a adaptação da trilogia para as telas. Os dois primeiros filmes já foram lançados, em 2012 e 2013, respectivamente, e esse último será dividido em duas partes, sendo que o primeiro lança em novembro desse ano e o segundo somente em 2015. Eu coloquei muita expectativa na série de livros, e não posso dizer que me decepcionei; agora, aposto minhas fichas de que os filmes vão me fazer quase arrancar os cabelos.

Suzanne Collins – Em Chamas

Em Chamas
Trilogia Jogos Vorazes, livro 2
Suzanne Collins
Editora Rocco, 2011
416 páginas
Compre o livro pelo Submarino clicando aqui.

Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o 3º Massacre Quaternário, uma edição da luta com regras ainda mais duras, que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta, então, se veem diante de uma situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

Se você, assim como eu, não imaginou que os jogos pudessem ser apenas o começo de uma grande revolução: surpresaaa! Em Chamas começou de uma forma morna, e acompanhamos Katniss e Peeta, os vencedores do último jogo, visitando todos os Distritos e apresentando-se como os vencedores que são. A coisa toda é uma falsa alegria perante a Capital. Porém, o verdadeiro sentimento que se vê em todos os Distritos é ódio. Ódio por um sistema que oprime, que mata, todos os anos, 2 jovens de cada Distrito, com exceção de um vencedor, que permanece vivo. Só que no último jogo, foram dois vencedores: os amantes desafortunados do Distrito 12.

Portanto, Katniss foi contra a Capital ao subestimá-los, ao enfrentá-los e ignorar suas leis há mais de setenta anos seguidas à risca. E a Capital não gosta quando as pessoas de Distritos o fazem de ridículos. Katniss, obviamente, está em uma grande encrenca. Não posso contar mais do que isso sobre a história, pois qualquer detalhe pode ser um spoiler para você que ainda não leu os livros nem assistiu os filmes. Porém, só imagine: a confusão fica cada vez mais complicada!

Talvez o fato de eu ter lido a trilogia Jogos Vorazes na sequência de outra série do mesmo estilo tenha me cansado um pouco; e certamente pelo fato da série de Suzanne Collins ser bastante complexa, cheia de personagens, artimanhas e segredos tenha feito com que eu me sentisse um tanto quanto de saco cheio neste segundo livro. A parte em que descreve-se a passagem dos vencedores por todos os Distritos é bastante cansativa, mas Suzanne foi inteligente em não descrever tudo, cada um por si. Quando a narrativa começa a cansar, a autora resume tudo e aparece com uma surpresa aos leitores. Que, é claro, não posso dizer qual é.

Em Chamas, que começa mais fraquinho, termina de forma bombástica. É impossível não grudar nas páginas, a partir da metade para o fim, pois a história fica cada vez melhor. Apesar de tudo, Jogos Vorazes continua, no segundo livro, sendo uma trilogia digna de todo o sucesso que conquistou.

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