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Como foi o meu dia na Bienal do Livro do Rio.

Publicado em 24.09.15

Eu disse (nem que tenha sido pra mim mesma) que faria um post sobre a Bienal do Livro. Demorou um pouco, mas eis que aqui está, e espero que gostem! :D

Saí de férias no dia 31 de agosto, e no dia 3 eu e meu namorado partimos para o Rio de Janeiro. Ficamos seis dias em Copacabana, pra descansar e aproveitar um clima diferente daqui do Sul (não foi tão diferente, no fim das contas D: ), e fomos à Bienal no sábado. Eu já estava me organizando e acompanhando a programação do evento há várias semanas, e o que anotei na agenda foi o seguinte:

  • Passar nas editoras parceiras do blog que estariam na feira: Novo Conceito, Intrínseca e Record;
  • Conhecer a Babi A. Sette;
  • Conhecer a Marcele Cambeses;
  • Sessão de autógrafos com Pedro de Chagas Freitas, autor de “Prometo falhar”.
  • Porém, o que eu não sabia era que:

  • Iria encontrar o Maurício Gomyde na Intrínseca;
  • Iria conhecer algumas pessoas maravilhosas, como a Andreia do Mar de Variedade, a Rapha do Equalize da Leitura e a Natália do Perdidas na Biblioteca.
  • Bienal do livro é assim: sempre cheia de surpresas incríveis e inesquecíveis!

    Então, voltando ao dia do evento. Eu e meu namorado/guia/GPS/fotógrafo/porta-objetos fomos de ônibus até o Riocentro, e chegamos lá às 10h, horário em que abriam os portões. Pensei: “que legal, chegamos cedo e vamos evitar tumulto”. RARARA! Não sou boa de contas, mas sei que tinham milhares de pessoas na fila. Foi até engraçado, porque o fim dela nunca chegava! Depois de mais ou menos meia hora, ou uma hora, não tenho certeza, entramos na Bienal. Ai, que emoção! Entrar na porta de uma Bienal é sempre muito incrível pra mim porque eu penso: “um dia inteirinho pra ver e comprar e conversar sobre livros e conhecer autores e… e… e… OMG”. Entenderam? Haha! E foi assim. Passamos o dia todo por lá, mas saímos cedo, por volta das 18 horas, porque da Tijuca até Copacabana é uma viagem longa, e não queríamos estar na rua tão tarde, sendo que não conhecemos muito bem a cidade e as ruas. Mas deu pra aproveitar muito, ficar cansados, fotografar e fazer tudo o que eu tinha pretendido fazer!

    Bienal do livro RioEssa parede da Intrínseca estava incrível!

    A Intrínseca foi provavelmente o primeiro estande que entrei, pois sei que eles sempre fazem uma parede inteira com livros de R$5 a R$10,00, que é o que mais procuro. Bem, muitos deles eram os mesmos do ano passado, mas aproveitei pra adquirir Ache Momo, que eu queria há um tempão e é extremamente fofo, A verdade sobre nós e Iluminadas.

    Bienal do livro RioA doida nas promoções. Clique super bacana do meu melhor fotógrafo do mundo! *-*

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    Suzanne Collins – A Esperança: Jogos Vorazes, volume 3

    Publicado em 18.09.14
    jogos vorazes

    A Esperança
    Trilogia Jogos Vorazes, livro 3
    Suzanne Collins
    Editora Rocco, 2011
    424 páginas
    Compre o livro pelo Submarino clicando aqui.

    Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

    Se há uma série de livros que me instiga os sentimentos mais contraditórios, essa série é Jogos Vorazes. É muito difícil explicar ou mesmo pensar sobre o que senti durante a leitura. A verdade é que a história é magnífica, o mundo de Panem e os Distritos criados por Suzanne é de uma intrincada genialidade, mas a minha paciência foi curta para ler os três livros em sequência. Para (não) ajudar nesse quesito, a minha leitura anterior a essa trilogia foi a duologia também distópica Starters, e eu já estava bastante saturada do estilo quando comecei Jogos Vorazes. Mas resolvi ir em frente. E o resultado é exatamente o que disse ali no começo; confusão, uma mistura de amor incondicional com algo parecido a apatia.

    Jogos Vorazes, o primeiro livro, foi a melhor leitura da série para mim, e eu o teria favoritado, não fosse pela minha dificuldade em verdadeiramente entrar na pele de Katniss e absorver todo o inferno pelo que os moradores dos Distritos passam nos Jogos. De resto, foi uma leitura excelente, e dei 5 estrelas.

    Em Chamas foi bom, mas não tanto mais. Já com a minha paciência um tantinho esgotada, achei que esse segundo livro enrolou um pouco nas explicações, e percebi que a trilogia não eram apenas os Jogos. Tinha muito mais coisas envolvidas, e minha cabeça quase deu um nó. Mas foi bom. 4 estrelas – só pra não igualar ao primeiro.

    A Esperança foi algo com duas faces: um pouco torturante e um pouco incrível. Com a guerra, a destruição de uns aos outros entre rebeldes e Pacificadores, eu já não entendia nada do que estava acontecendo. Acho que, em algum momento, perdi o fio que ligava a história e fiquei meio que boiando em vários capítulos, principalmente nos finais. A coisa, como imaginei no livro dois, é grandiosa, e nesse último volume, tudo explode. A velocidade da leitura é mais rápida, pois estamos correndo contra o tempo para destruir esse poder que não tem limites para o mal que é a Capital, mas as coisas são tão intrincadas, e as explicações de locais, estratégias, conflitos são tão complexas que me senti perdida e com a sensação de que o livro não acabava mais. Por fim, passei vários dos capítulos decisivos entendendo pelo contexto, e muitas vezes uma coisa CHAVE passava batido, e eu só captava o que realmente aconteceu quando era mencionado em segundo plano, algumas páginas depois.

    Porém, tenho que bater palmas para a trilogia criada por Suzanne Collins. Tenho certeza que, se eu lesse esses livros em outro momento, em que eu não estivesse saturada desse estilo literário, conseguiria aproveitar e entender muito melhor a história de Katniss, Peeta, Gale e toda uma trupe que sim, apesar de tudo, vai deixar saudades. Porém, a fila de livros é grande e não posso me dar ao luxo de repetir uma leitura no momento; quem sabe, no futuro, possa fazer esse teste. Agora, estou curiosa para, enfim, assistir a adaptação da trilogia para as telas. Os dois primeiros filmes já foram lançados, em 2012 e 2013, respectivamente, e esse último será dividido em duas partes, sendo que o primeiro lança em novembro desse ano e o segundo somente em 2015. Eu coloquei muita expectativa na série de livros, e não posso dizer que me decepcionei; agora, aposto minhas fichas de que os filmes vão me fazer quase arrancar os cabelos.

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    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Suzanne Collins – Em Chamas: Jogos Vorazes, volume 2

    Publicado em 17.09.14
    jogos vorazes

    Em Chamas
    Trilogia Jogos Vorazes, livro 2
    Suzanne Collins
    Editora Rocco, 2011
    416 páginas
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    Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o 3º Massacre Quaternário, uma edição da luta com regras ainda mais duras, que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta, então, se veem diante de uma situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

    Se você, assim como eu, não imaginou que os jogos pudessem ser apenas o começo de uma grande revolução: surpresaaa! Em Chamas começou de uma forma morna, e acompanhamos Katniss e Peeta, os vencedores do último jogo, visitando todos os Distritos e apresentando-se como os vencedores que são. A coisa toda é uma falsa alegria perante a Capital. Porém, o verdadeiro sentimento que se vê em todos os Distritos é ódio. Ódio por um sistema que oprime, que mata, todos os anos, 2 jovens de cada Distrito, com exceção de um vencedor, que permanece vivo. Só que no último jogo, foram dois vencedores: os amantes desafortunados do Distrito 12.

    Portanto, Katniss foi contra a Capital ao subestimá-los, ao enfrentá-los e ignorar suas leis há mais de setenta anos seguidas à risca. E a Capital não gosta quando as pessoas de Distritos o fazem de ridículos. Katniss, obviamente, está em uma grande encrenca. Não posso contar mais do que isso sobre a história, pois qualquer detalhe pode ser um spoiler para você que ainda não leu os livros nem assistiu os filmes. Porém, só imagine: a confusão fica cada vez mais complicada!

    Talvez o fato de eu ter lido a trilogia Jogos Vorazes na sequência de outra série do mesmo estilo tenha me cansado um pouco; e certamente pelo fato da série de Suzanne Collins ser bastante complexa, cheia de personagens, artimanhas e segredos tenha feito com que eu me sentisse um tanto quanto de saco cheio neste segundo livro. A parte em que descreve-se a passagem dos vencedores por todos os Distritos é bastante cansativa, mas Suzanne foi inteligente em não descrever tudo, cada um por si. Quando a narrativa começa a cansar, a autora resume tudo e aparece com uma surpresa aos leitores. Que, é claro, não posso dizer qual é.

    Em Chamas, que começa mais fraquinho, termina de forma bombástica. É impossível não grudar nas páginas, a partir da metade para o fim, pois a história fica cada vez melhor. Apesar de tudo, Jogos Vorazes continua, no segundo livro, sendo uma trilogia digna de todo o sucesso que conquistou.

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    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Suzanne Collins – Jogos Vorazes

    Publicado em 16.09.14
    jogos vorazes

    Jogos Vorazes
    Trilogia Jogos Vorazes, livro 1
    Suzanne Collins
    Editora Rocco, 2011
    397 páginas
    Compre o livro pelo Submarino clicando aqui.

    Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

    Sim, eu finalmente li o primeiro livro da trilogia Jogos Vorazes e agora entendo esse alvoroço todo em razão dessa série! E não, não sei porque estou escrevendo essa resenha pois, obviamente, muitos de vocês já leram e são loucos pela história – e os que não leram provavelmente já viram o filme. Mas eu queria, de qualquer forma, colocar no papel (ou na tela, tanto faz) essas coisas que estão na minha cabeça neste momento.

    Acho que nem preciso falar da história do livro, já que provavelmente todos conhecem – e ela já está bem explicada na sinopse. Então, vou direto ao ponto. O livro é dividido em três grandes partes, e me senti um tanto quanto perdida na primeira delas, tanto que tive medo de não gostar da história tanto quanto imaginei. A leitura ia lenta, e eu não entendia muitas coisas que a autora contava; até que a Clara me disse, pelo Twitter, que a partir da segunda parte, era impossível largar o livro. Que alívio! Li a primeira parte e fui logo para a segunda. E, sim. Ela estava certa.

    Como tem toda aquela coisa dos tributos serem colocados dentro da arena para lutarem entre si até a morte, sendo que, a partir disso, é cada um por si, houve algumas partes da leitura que eu achei meio paradas – afinal, a narrativa era somente Katniss com ela mesma, dialogando, traçando planos e tentando sobreviver. Porém, nem com esse monólogo a leitura ficou cansativa. A velocidade se mantém e logo percebemos que estamos agarrados outra vez à história. Então, até aqui está tudo bem, até eu chegar à terceira parte quando tudo fica ainda melhor! E no final, na decisão dos Jogos eu já estava de cabelos em pé, a ponto de arrancá-los de tanto suspense.

    Dei nota máxima a essa leitura, mas não o coloquei dentre os meus favoritos por motivos um tanto contraditórios: eu realmente amei a leitura, mas muitas coisas, por mais bem escritas, bem explicadas pela autora, foram um tanto difíceis de engolir. O fato de os Jogos serem uma verdadeira matança de jovens já é difícil de “absorver”. Inclusive, as pessoas que vivem na Capital divertem-se ao ver as mortes e fazem suas apostas pelo tributo escolhido. É um tanto duro de crer e, mais ainda, é complicado tentar me colocar na pele de Katniss, pois estando lá, eu não aguentaria o que ela aguentou. Por isso, a história é majestosamente bem escrita, mas foi difícil, para mim, digerir justamente o que há de mais diferente e único nela.

    Suzanne conduz uma narrativa impecável, cheia de aventura e leva o leitor, literalmente, a outro mundo. Impossível de largar, é uma leitura indicada a todos. Os livros seguintes são “Em Chamas” e “A Esperança“, que finalizam a trilogia. Mas, para quem acha que a história é só baseada nos Jogos, enganou-se: tem muita coisa ainda por vir.

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    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Sobre o vergonhoso resultado da minha Maratona Literária II: #EuSouDoideira

    Publicado em 27.07.14

    Como co-organizadora do projeto Maratona Literária II: #EuSouDoideira, eu deveria cumprir minha meta de leitura no tempo, correto? Pois bem, acho que isso seria o correto, aceitável e justo, mas não foi bem isso nada disso que aconteceu. Demorei a dar as caras sobre a maratona por aqui, pois queria terminar a leitura dos livros, os quais prometi a mim mesma que terminaria. E agora, alguns dias depois de (finalmente!) terminar, vou me explicar pra vocês. Vou por etapas, pra facilitar a vergonha.


    1. Eu trabalho o dia todo, de segunda a sexta-feira.

    O fato de eu trabalhar em tempo integral em uma empresa, onde não há tempo livre pra fazer o que quiser, já conta bastante na falta de tempo para a leitura. (Tem lugares que dá pra ler livros durante o trabalho, como é o caso de loja em shopping, onde já trabalhei antes). Então, só tenho um período após o trabalho para ler, e os finais de semana. Sendo que: tenho família e namorado que também precisam de atenção. Não posso simplesmente me trancar no quarto e ler durante 15 dias direto, sem contato com o mundo. Portanto, o meu tempo de leitura é realmente curto, se comparamos com pessoas que não trabalham ou que podem ler em seus serviços.


    2. Estou indo viajar, o que demanda tempo de planejamento.

    Vou viajar para os EUA em agosto. Agosto está logo aí e estamos na reta final dos preparativos da viagem que, por mais que pareça fácil, é bastante complicado de planejar. Carro, hotéis, entradas de espetáculos, cálculos de dinheiro para trocar. Foram inúmeras reuniões com o pessoal pra conseguir deixar tudo em dia, e eu não poderia simplesmente abrir mão de planejar a viagem ou deixar tudo para os últimos dias. Precisei abrir mão da leitura em prol de algo maior, neste caso.


    3. Escolhi duas séries do mesmo estilo literário.

    Eu escolhi os cinco livros da foto acima para a maratona, e li mais três dos quatro e-books da série Starters. Só que todos são do mesmo estilo literário, detalhe que só reparei depois de começar a leitura. Porém, como eu queria muito ler todos eles, não desisti e fui em frente. Resultado: no segundo livro de Jogos Vorazes, eu já estava de saco cheio de tanta distopia, ficção científica, guerras, e não aguentava mais ler sobre isso. É claro que essa falta de paciência acarretou em uma leitura muito mais lenta e pior.


    4. Em decorrência da má escolha do item anterior, tive uma ressaca literária.

    Portanto, e continuando o item anterior, tive uma ressaca literária mais ou menos da metade para o final da maratona, que fez com que eu parasse de ler os livros e me detivesse em outras coisas, como o blog ou mesmo a minha timeline do Facebook. Qualquer coisa que me desligasse daquela história que me parecia interminável era a melhor coisa do mundo! Então, tive que dar um tempinho, ler mais devagar pra não perder totalmente a paciência. Dessa forma, terminei o último livro da maratona no dia 25 de julho.

    Não quero dar desculpas, nem dizer que os motivos foram culpados do meu não cumprimento da meta. É claro que sou grata pelo meu trabalho, mesmo que isso me impossibilite de ler em grande parte do dia, e estou feliz de estar indo viajar, mesmo que isso atrase momentaneamente a leitura. O meu único erro, neste caso, foi a má escolha dos livros. Mas não vou reclamar: estou feliz de ter conseguido participar e terminar, mesmo que 10 dias depois, e mesmo que perdendo a paciência com as leituras.

    Afinal, tenho uma vida por trás do blog e tenho compromissos que tomam muito do meu tempo. É claro que preferia ter cumprido a meta, mas não vou deixar de viver para cumpri-la. Aos poucos, vou conseguindo colocar todos os livros pendentes em dia. Aos pouquinhos, com calma.

    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin
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