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4 estrelas

Stephanie Perkins – Aconteceu naquele verão

Publicado em 22.02.17
Aconteceu naquele verão Resenha do livro

Aconteceu naquele verão
Doze histórias de amor
Stephanie Perkins
Editora Intrínseca, 2017
384 páginas

Submarino Saraiva

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar… e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor.

Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em “Cabeça, escamas, língua, calda”, a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante “Inércia”, dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo “O mapa das pequenas coisas perfeitas” é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz.

A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

A primeira coletânea de contos organizada por Stephanie Perkins foi O presente do meu grande amor, publicado em dezembro de 2014 pela Intrínseca. Nele, doze autores foram convidados para escrever pequenas histórias de Natal. Seguindo a mesma ideia, a autora lançou agora o Aconteceu naquele verão, uma antologia com histórias de amor que acontecem – adivinhem! – no verão! São doze novos autores apresentando os mais diversos estilos de histórias sobre aqueles amores que acontecem na época mais quente do ano.

Eu adoro Stephanie Perkins, então sempre quero ler tudo o que ela escreve – ou nesse caso, organiza. Eu já tive a experiência da coletânea anterior, que foi positiva pra mim, então nem pensei duas vezes antes de ler este novo livro. Afinal, é sempre bom intercalar um livro de contos entre uma leitura e outra, pois são histórias curtinhas e rápidas de ler. Dessa vez, essa foi uma experiência quatro estrelas.

À primeira vista, o que me chamou a atenção logo de cara, e me surpreendeu positivamente, foi a capa: ela segue o mesmo estilo do livro anterior, e apresenta as ilustrações de todos os doze casais retratados nos contos. É divertidíssimo ler e reconhecer cada personagem, por isso eu fiz o mapinha abaixo:

Aconteceu naquele verão Resenha do livro

  • 1. Cabeça, escamas, língua, cauda, de Leigh Bardugo
  • 2. O fim do amor, de Nina Lacour
  • 3. O último suspiro do Cinemorte, de Libba Bray
  • 4. Prazer Doentio, de Francesca Lia Block
  • 5. Em noventa minutos, vá em direção a North, de Stephanie Perkins
  • 6. Lembranças, de Tim Federle
  • 7. Inércia, de Veronica Roth
  • 8. Amor é o último recurso, de Jon Skovron
  • 9. Boa sorte e adeus, de Brandy Colbert
  • 10. Nova atração, de Cassandra Clare
  • 11. Mil maneiras de tudo isso dar errado, de Jennifer E. Smith
  • 12. O mapa das pequenas coisas perfeitas, de Lev Grossman

  • Como todo livro de contos, existem as histórias que gostamos e as que não curtimos tanto, e a mesma coisa aconteceu com esta coletânea. Alguns contos foram realmente sem sentido pra mim, enquanto outros (oi, Stephanie Perkins!) ganharam cinco estrelas e um favorito no meu coração.

    Tive a sensação de que, nessa segunda coletânea, os autores se inclinaram um pouquinho mais para o sobrenatural. Não é de hoje que me sinto desanimada com histórias que envolvem seres fantásticos e magia, e nos últimos meses, essa tendência a não querer ler nada do estilo tem se intensificado, tanto que não leio nada do gênero há um bom tempo.

    E, logo no primeiro conto eu me deparei com exatamente isso: um ser sobrenatural que vivia nas águas de uma cidadezinha pequena. O conto não foi de todo ruim, mas não é aquela coisa que arrebata meu coração, e não foi o conto perfeito pra eu começar este livro com o pé direito. Isso faz sentido? |D Porém, como a história era curtinha, eu logo estava em outra vibe, curtindo uma história totalmente diferente, e isso é o mais legal em livros de contos: cada leitor encontrará um conto pra chamar de seu, pra amar do fundo do coração, pois tem histórias para todos os gostos e estilos.

    Aconteceu naquele verão é aquele tipo de livro que você lê rapidinho, se apaixona por alguns casais e deixa outros passarem assim, meio sorrateiros. É perfeito pra ler no verão, sentindo aquela brisa no ar, aquele calor que aquece os corações de nossos casais apaixonados. Para quem tem interesse, não perca tempo: o verão ainda está por aí, ainda dá tempo de achar um amor, mesmo que seja apenas nas páginas desse livro. ;P

    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Cristina Sánchez-Andrade – O livro de Julieta

    Publicado em 26.01.17
    O Livro de Julieta

    O Livro de Julieta
    Uma menina com síndrome de Down e a ternura de sua mãe
    Cristina Sánchez-Andrade
    Editora Paralela, 2012

    Um biquíni novo, um passeio de mãos dadas com os irmãos, uma piscina de bolinhas, a chuva, a rotina. Para Julieta, a felicidade é isso. Já para sua mãe, a jornalista espanhola Cristina Sánchez-Andrade, a felicidade é algo um pouco mais complicado, principalmente depois que sua filha foi diagnosticada com síndrome de Down. “Ela vai te fazer companhia a vida inteira”, “É um presente de Deus”, “Você é forte, vai superar” — é tudo o que tem ouvido desde então. Através de memórias, bilhetes, cartas, diálogos e impressões, este livro narra a história real de Cristina e sua filha, uma história de atividades, de trabalho, de cobrança, de médicos, mas também de amor, de carinho, de brincadeiras, de beijos. É a história do cotidiano de uma família e de uma criança muito especial, que é impossível não amar — mesmo quando ela insiste em fazer xixi nas calças todos os dias ou toma detergente enquanto ninguém está olhando.

    O livro de Julieta teve uma relação muito fácil comigo: vi a capa, li a sinopse e já quis pra mim. Um caso de amor. *-* Esse afeto todo aconteceu lá em 2013, e várias reviravoltas me distanciaram dessa leitura. O ano de 2016 foi de poucas leituras pra mim, e 2017 está sendo igual, então eu preciso de livros rápidos de serem lidos, e que, ao mesmo tempo, me fisguem logo de cara, nas primeiras páginas. Ao folhear este livro, percebi que seria o livro certo.

    O Livro de Julieta

    Este pequeno livro nos mostra a história de Julieta, como o nome já diz, uma menina com síndrome de Down, narrado pela sua mãe, a própria autora. Ou seja, aqui o leitor vai encontrar uma série de pequenas histórias, fatos e transcrições reais e sem rodeios do cotidiano da mãe, ao deparar-se com a notícia de que tinha dado à luz uma menininha com deficiência.

    A narração não é linear. A gente vai e volta aos vários estágios da vida da pequena Julieta, como se fossem doses homeopáticas, pra montarmos um pequeno quebra-cabeças e saber como é a vida de mãe e filha. Cristina nos conta detalhes pequenos, que nos ajudam a entender como pensa a menina, e como pensam todas as crianças que têm síndrome de Down. Ao saberem que a filha de Cristina tem síndrome de Down, as pessoas simplesmente não sabem como reagir. Ela lidou preconceito, pena, desentendimento, fofoca. Em que mundo vivemos, afinal, que separamos as pessoas “normais” daquelas que possuem uma “deficiência”?

    O Livro de Julieta

    Neste livro, Cristina abre a alma, fala da dificuldade em amar a sua menininha, e expõe a dificuldade de aceitá-la do jeito que ela é. O leitor se encantará e achará graça com as coisas que Julieta faz e, depois, entenderá que, em tudo, está envolvido o amor. Se você conhece uma criança com síndrome de Down ou não, não importa. A leitura é muito interessante, de qualquer maneira. Um livro lindo, curtinho e rápido de ler, que toca diretamente ao coração. É quase como poesia: leve, apaixonante, que se entrega e se deixa ser devorado. Algo assim, sem explicação. :)

    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Paula Pimenta – Princesa Adormecida

    Publicado em 19.01.17
    Resenha do livro Princesa Adormecida

    Princesa Adormecida
    Paula Pimenta
    Editora Galera Record, 2014

    Era uma vez uma princesa… Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou.

    Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim…

    Já fazia um bom tempo que eu queria ler uma história da Paula Pimenta. A autora é a mente criativa por trás da série de sucesso Fazendo meu Filme, que eu ainda não tive a oportunidade de ler. Então, quando me deparei com Princesa Adormecida em uma dessas promoções na internet, resolvi comprar para conhecer a escrita dessa autora que já tem muitos fãs no Brasil. Admito que demorei pra pegar este livro pra ler, mas quando peguei, não consegui parar. Se eu fosse somar todas as horas que eu passei lendo este livro, acredito que não passaria de seis horas. Ele é curtinho, mas me cativou de forma que um livro não fazia há meses. Vamos conhecer um pouquinho?

    Resenha do livro Princesa Adormecida

    A história começa com as recordações de Anna Rosa, no presente. Quer dizer, este é o nome dela no Brasil, porque ela acabou de descobrir uma vida que não sabia que era dela, e muito mais: que ela é parente próxima de um príncipe de um pequeno principado Europeu. A narração em primeira pessoa conta, no momento presente, as recordações do último dia da personagem, e o leitor fica sabendo de tudo o que lhe aconteceu até o dia de hoje. Após todas as lembranças, quando a princesa já está a par de quem ela realmente é, a narração volta ao presente, para revelar novos acontecimentos que mudaram todo o rumo da trama.

    Assim como todo conto de fada, este também possui uma vilã em forma de “bruxa má”. Há uma maldição que corre desde o nascimento de Anna, que mudou todo o rumo de sua vida. Já fica claro desde o começo quem é a vilã e o que ela quer, mas Paula Pimenta deixa o leitor na dúvida em muitos momentos! Eu podia jurar de pé junto que a tal fulaninha estava metida em encrenca; depois, podia crer que outro personagem era do lado do mal. Mas aí vem a Paula e muda tudo – várias vezes! Certamente, isso foi o que mais gostei na história: a forma como ela mexe com os personagens e manipula as emoções do leitor, fazendo-nos amar e depois odiar o mesmo personagem.

    Resenha do livro Princesa Adormecida

    O que me deixou com um pé atrás, foi a história da bruxa um pouco forçada demais. Poxa, nenhum vilão pode guardar rancor por tanto tempo, sabe? Claro, em contos de fada eles podem. |D De qualquer forma, achei que a narração, ali, ficou um pouquinho faltante, e algumas partes poderiam ter sido melhor desenvolvidas, na minha opinião. Talvez eu pense isso justamente porque gostei tanto da história, que queria mais! E, de fato, é uma história para adolescentes, então não se poderia esperar algo melhor do que isso pra captar a atenção desse público alvo. :)

    Para uma primeira experiência com Paula Pimenta, posso dizer que foi uma escolha feliz. Certamente vou desejar ler outros livros da autora no futuro.

    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Holly Denham – Os e-mails de Holly

    Publicado em 22.11.16
    Os e-mails de Holly

    Os e-mails de Holly
    Holly Denham
    Editora Record, 2011
    770 páginas

    Submarino

    Em seu primeiro dia como recepcionista em um banco de investimentos londrino, Holly Denham não dá conta de suas inúmeras tarefas, se depara com colegas de trabalho nada amigáveis e, para completar, encontra uma metida ex-amiga dos tempos de escola que se transformou em uma profissional bem-sucedida.

    Além de um início de carreira não muito promissor, ela ainda tem que lidar com uma confusa vida amorosa, amigos loucos e familiares que vivem querendo lhe dar conselhos. Para aliviar a tensão de uma rotina tão exigente ela recorre a sua Caixa de e-mail, uma fonte inesgotável de dramas e situações pra lá de engraçadas.

    Escrito em forma de e-mail, Os e-mails de Holly é uma leitura compulsiva, que provocará gargalhadas da primeira a última página.

    Escolhi este livro na Feira do Livro da minha cidade não pelo seu tamanho – isso iria me assustar, afinal, são mais de 700 páginas. O que me chamou a atenção foi a forma como essa história é contada: toda e completamente em formato de e-mails. Eu adoro livros que a gente lê rápido, e que, quando nos damos conta, já estamos terminando a centésima página. Então, foi por isso que o escolhi. Vamos conhecer um pouco a história dele?

    Os e-mails de Holly

    Holly Denham foi recém contratada por um banco de finanças multinacional. Só que ela não sabe nada de finanças; Holly é apenas a recepcionista, como dizem muitos colegas da empresa. Acontece que ser recepcionista envolve muito serviço e, cá entre nós, muitas fofocas. Entre as várias, posso me lembrar e citar algumas: uma colega da escola que a tira do sério, um romance apimentado com um dos funcionários de alto escalão, uma avó pra lá de engraçada que começou a usar o computador, um amigo gay que não tem papas na língua, uma amiga que não tem limites, uma irmã que tem uns bichos estranhos de estimação e um irmão que está começando um negócio duvidoso. Já dá pra ter uma ideia do resultado: gargalhadas na certa!

    Eu ri do começo ao fim! A troca de e-mails de Holly com todas essas e outras pessoas é muito engraçada, pois ela vive as mais diversas situações. Houve alguns trechos que, admito, não senti diferença nenhuma na história, mas serviram pra entreter o leitor e fazê-lo rir – que, ao meu ver, é a ideia geral do livro. No começo, pode até ser bem confuso por conta do tipo de leitura e da grande quantidade de personagens, mas depois a gente se acostuma, “conhece” melhor cada um deles e a leitura flui com mais velocidade. Para quem tiver interesse, no site hollysinbox.com é possível ler algumas trocas de e-mail da personagem, embora só em inglês.

    Os e-mails de Holly

    Os e-mails de Holly

    Mais uma coisa interessante dessa leitura fica por conta da autora: Holly Denham, além de personagem, é o pseudônimo da autora desse livro, que ninguém sabe quem é, mas é alguém que tem um conhecimento grande acerca do mundo das recepcionistas. A ideia é que os supostos e-mails da personagem tenham caído, de alguma forma, na internet, nesse site hollysinbox,com, e que fez tanto sucesso que foi publicado em livro. Achei a ideia bem legal, o que torna a história um tanto real pra quem lê.

    Se o livro pode ser um pouco cansativo? Sim, são mais de 700 páginas e às vezes a sensação é de que nunca vai terminar – embora eu tenha lido em 3 dias. Então, não dou cinco estrelas, porque às vezes a leitura se arrasta um pouco, mas com certeza todos os que amam chick-lit deveriam ler. É um livro engraçado, diferente e que parece falar diretamente com o leitor. Certamente você vai se sentir, realmente, bisbilhotando a caixa de e-mails da Holly, e isso é muito, mas muito divertido! xD

    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Sarah Dessen – Aquele verão

    Publicado em 12.10.16
    Resenha do filme Aquele verão Sarah Dessen

    Aquele verão
    Sarah Dessen
    Editora iD, 2013
    200 páginas

    Submarino

    Há muita coisa acontecendo na vida de Haven… Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulherzinha do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum. Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar. Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito… ou pelo menos assim parecia.

    Várias pessoas falaram super bem da autora Sarah Dessen quando mostrei esse livro no Instagram, logo depois de adquiri-lo por um precinho super bom na Bienal do Livro. Então, fiquei tão empolgada que, faltando um dia para terminar o ano passado, resolvi pegá-lo pra ler, já que ele é bem fininho e pode ser lido em um dia. Pra completar, a história acontece durante o verão, como já diz o nome, então essa leitura combinaria. Resumidamente, foi o livro certo para ser a última leitura de 2015.

    A história é contada em primeira pessoa por Haven, uma menina de 15 anos que já tem quase um metro e oitenta e cinco de altura. Ela tem muitos problemas com isso, pois não se sente bem em lugar nenhum. Para completar esse complexo, tudo na sua vida parece estar ruindo: seu pai declarou amor por outra mulher há um ano e meio e está prestes a se casar, sua irmã, Ashley, que já teve inúmeros namorados, também finalmente irá se casar (e está tendo vários dramas e chiliques por causa disso), sua mãe parece esconder sua mágoa pelo divórcio arrancando nacos de terra e capim do jardim, e, pra completar, seu emprego é uma porcaria. A única coisa que parece estar dando certo em sua vida, e a única pessoa que parece não enlouquecê-la, é Sumner, o ex-namorado de Ashley de quem Haven mais gostava. Bem que dizem que um único verão pode mudar toda a vida de uma pessoa. Chegou o verão de Haven. E, bem, ela não está gostando nem um pouco das mudanças que estão acontecendo com ela.

    aquele verão sarah dessen

    A escrita de Sarah Dessen é muito boa de ler, e quando nos damos conta, já lemos várias páginas. A escrita em primeira pessoa também flui super bem, e me identifiquei com a personagem em alguns momentos. Aliás, o único personagem de quem realmente gostei em todo o livro foi a própria Haven; praticamente todos os outros me incomodaram e me deram nos nervos durante quase toda a trama. E isso não é uma coisa ruim, muito pelo contrário: me senti na pele da própria Haven, querendo estrangular metade das pessoas ao seu redor. xD

    O ponto negativo desse livro é o fato de que a história poderia ter sido um pouco melhor desenvolvida em relação a alguns sentimentos da Haven, pois acho que ela não poderia mudar tão drasticamente da noite para o dia. Sem querer dar spoilers, mas ela realmente acordou se sentindo outra pessoa e fez um monte de burradas por causa disso. Não é assim que as coisas deveriam acontecer, né? Mas tudo bem, porque ela tem quinze anos, e tudo parece mil vezes mais complicado quando temos essa idade. |D

    Se você procura um livro leve, com uma história curtinha e não muito emocionante pra ler, talvez goste bastante de Aquele verão. A autora escreve realmente bem, disso não tem como se decepcionar. Porém, não espere uma grande virada na história ou algo que vá mexer com as suas emoções. É um livro gostoso de ler em um dia de sol, de verão, e que vai divertir você do começo ao fim. Só.

    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin
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