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literatura nacional

Ana Lemos – Sempre foi você

Publicado em 18.06.15
resenha do livro Sempre foi você

Sempre foi você
Trilogia Amores Traçados, livro 1
Ana Lemos
Editora Novo Século, 2014
264 páginas

Saraiva

Quando a brasileira Lucy Somel passou a morar em Nova York ela tinha apenas uma meta: concluir a faculdade de Direito e trabalhar ao lado de sua grande amiga, Anna. O amor parece não caber em seu projeto de vida, considerando os poucos, breves e decepcionantes relacionamentos. No entanto, esta linda e inteligente mulher será surpreendida por uma forcinha do destino ao conhecer seu orientador para o trabalho de conclusão do curso. Marco Salvatore é uma lenda dos Tribunais, talento que lhe garantiu a fama de ser um dos melhores advogados da cidade, porém, relacionamentos amorosos também não estão em seus planos. O desejo entre os dois é imediato, mas será o suficiente para fazer Marco mudar de ideia e iniciar um relacionamento duradouro? Ou fazer Lucy acreditar que pode viver um grande amor?

Ana Lemos, a autora do primeiro volume da trilogia Amores Traçados, é quase minha vizinha. Ela mora na cidade ao lado, e foi a partir de um amigo em comum que acabei conhecendo seu romance de estreia na literatura. Sempre foi você conta a história da estudante de direito Lucy Somel e do advogado Marco Salvatore, e não é um enredo que vai te surpreender. Porém, é daqueles livros pequenos que, muito sutilmente, fazem com que o leitor não largue as páginas até chegar ao epílogo.

resenha do livro Sempre foi você

Quando Anna Smith, a nova-iorquina que não conseguia falar muito bem a nossa língua veio para o Brasil, ela foi parar na mesma classe do ensino médio que Lucy Somel. Logo as duas se tornaram amigas, e uma ajudava a outra: Anna ganhava lições da língua portuguesa, ao passo que Lucy pôde aperfeiçoar o seu inglês. As duas eram inseparáveis e a família de Anna tinha adotado Lucy como a uma filha. Então, quando chegou a hora da família Smith voltar aos Estados Unidos, Lucy foi convidada a terminar os seus estudos no país. Porém, o que era pra ser apenas alguns meses, se tornaram anos. Lucy e Anna agora tinham um apartamento e estavam no último ano da faculdade de Direito – e começando o tão temido Trabalho de Conclusão de Curso. Quando tudo deveria manter-se sob controle, Lucy vê a sua vida virando do avesso.

E essa virada tem nome, cargo e endereço: Marco Salvatore, orientador do trabalho de conclusão e sócio de um dos maiores escritórios de advocacia da cidade. Lucy preferiria que o tal Marco fosse um velhinho meio careca que tinha decidido usar seu tempo livre para as orientações da universidade. Mas não: ele era bonito, muito bonito, e tirava o chão de Lucy com aqueles olhos azuis escuros. Ambos não queriam se envolver, mas o que se pode fazer contra o destino? E mais: o que se pode fazer quando aquele Deus Grego insinua que quer algo além das orientações profissionais?

resenha do livro Sempre foi você

É óbvio, desde o começo da história, que os personagens ficarão juntos, porém, como todo bom romance clichê, a gente não quer largar o livro até a última linha. Lucy é uma personagem decidida e madura, apesar de ser meio infantil às vezes (ela mesma reconhece isso), e Marco é o típico cara que faria qualquer mulher não conseguir desviar o olhar. Logo no começo, percebi uma pequena similaridade com Cinquenta Tons de Cinza, e durante a trama a autora revela, na voz de Lucy, que já leu o best-seller. Então, se você gostou do livro do Grey, vai gostar deste romance também – só que sem a parte do sadomasoquismo, pelo menos não nas linhas no texto.

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Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Vídeo: Leituras de abril

Publicado em 04.05.15

Oi, gente! Está no ar mais um vídeo de leituras do mês, dessa vez com os livros de abril. Esse vídeo ficou um pouco mais longo do que os outros, porque acabei falando demais. Se vocês não curtem vídeos longos, vou tentar reduzir no próximo mês. Agora, aperta o play:

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Livros e links citados no vídeo:

  • Resenha de Síndrome psíquica grave
  • Resenha de Por causa do Sr. Terupt
  • Resenha de Garota Online
  • Resenha de Azul da cor do mar (mais Simplesmente Ana e De repente, Ana, da mesma autora).
  • Eu li um guia de San Francisco esse mês, mas se você não viu meu post sobre a cidade, clique aqui!
  • Resenha de O garoto dos olhos azuis
  • Compre o livro Eu amo viajar e ajude instituições de turismo (a resenha sai amanhã, fica ligado!).
  • Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Raiza Varella – O garoto dos olhos azuis

    Publicado em 30.04.15
    resenha do livro O garoto dos olhos azuis

    O garoto dos olhos azuis
    Raiza Varella
    Editora Pandorga, 2014
    352 páginas

    Bárbara é linda, loira e bem-sucedida. Desde que assistiu a uma cerimônia de casamento pela primeira vez, ainda criança, seu sonho é apenas um: percorrer o tapete vermelho da igreja, vestida de noiva. Porém, contrariando todas as suas expectativas, ao ser abandonada no altar, a vida de Bárbara desmorona. Ela decide voltar à cidade natal e passa a viver com os irmãos e mais dois amigos. Todos homens. Com a ajuda de Vivian, uma espécie de Barbie Malibu, Bárbara tenta superar sua decepção amorosa recente e uma da adolescência, que volta com tudo à sua memória: o garoto dos olhos azuis. Será que o cavalo branco só passa uma vez?

    É impossível não se apaixonar pela capa desse livro, não é mesmo? Posso falar por mim, ao menos, que amei a fotografia e gostei da escolha de fontes para o título e nome da autora. Porém, foi por causa dela que eu imaginei uma história bem diferente, achando que envolveria cavalos, sítios e fazendas. Ledo engano! Porém, o cavalo tem um significado muito bonito e profundo na história – e, de forma geral, é o que eu considerei como a síntese perfeita pra esse romance. Essa frase explica tudo:

    Querida, o cavalo branco só passa uma vez na vida, se você deixá-lo escapar não terá outra chance.

    Este é o romance de estreia da autora nacional Raiza Varella, e conta a história de Bárbara, uma garota que tem tudo: duas amigas incríveis para dividir o apartamento, um diploma recém conquistado de advocacia e um casamento marcado com o homem dos seus sonhos. Ou não! Babi não pode imaginar que dentro de poucas horas todos os seus sonhos serão desfeitos, uma de suas amigas será sua pior inimiga, a outra será uma traidora da sua confiança e terá que deixar toda a sua vida em São Paulo para trás. Inclusive seu noivo, que teve a pior das atitudes no dia mais importante de sua vida.

    Para curar um coração partido, ela volta à casa de sua avó, onde seus pais estão residindo, em Garopaba. Porém, nem ali ela consegue descansar tranquila, pois as memórias do passado insistem em voltar agora: o garoto dos olhos azuis, aquele menino desconhecido que a salvou há tantos anos e quem ela nunca mais viu. Para somar à conta, a sua mãe a deixa louca, o que a impossibilita de ficar muito mais tempo embaixo daquele teto. Então, na primeira oportunidade, ela vai morar com seus dois irmãos super protetores e dois amigos em um apartamento em Florianópolis. Mal sabia ela que tudo estava para mudar.

    resenha do livro O garoto dos olhos azuis

    Ao iniciar a leitura de O garoto dos olhos azuis, eu me senti presa à narrativa, ansiosa para saber qual foi o acontecimento que deixou a protagonista sem chão. Depois, fui adquirindo uma pequena raiva dela, à medida que enfiava os pés pelas mãos e não media a consequência dos seus atos. Porém, algumas ações impensadas são até compreensíveis, dadas as coisas que ela passou, deixando seu coração em frangalhos. Bárbara não é a melhor personagem que eu já encontrei em livros de ficção, mas não fica longe, por seu temperamento forte, sua determinação em superar o passado e, principalmente, por ter, no decorrer da trama, superado sua mania de fugir de sua própria vida para, no fim, enfrentar os obstáculos do caminho.

    Muitos personagens são apaixonantes: além de sua avó, que não sai do salto (ei, nada de assar biscoitinhos e fazer crochê!), temos também a nova amiga Vivian (mais conhecida como Barbie Malibu), seus irmãos protetores-até-demais e Ian, por quem é impossível não se apaixonar (desde que você não coma aquele sorvete de café escondido nos fundos do freezer).

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    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Marina Carvalho – Azul da cor do mar

    Publicado em 28.04.15
    Resenha do livro Azul da cor do mar

    Azul da cor do mar
    Marina Carvalho
    Editora Novo Conceito, 2014
    336 páginas

    Submarino Saraiva

    Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez… A ideia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando da Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços –, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa… E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão.

    O primeiro contato que tive com as histórias de Marina Carvalho foi através da duologia Simplesmente Ana e De repente, Ana, que entraram para os meus favoritos. Adorei a escrita dela, a forma como ela usa as palavras pra entreter o leitor, e como tudo é tão bem inserido pra criar uma história sem pontas soltas. Pouco tempo depois, embarquei em seu outro livro, também publicado pela Novo Conceito, que desta vez não tinha continuação. Azul da cor do mar não foi, porém, uma leitura tão boa. E agora quero contar a vocês os motivos.

    Resenha do livro Azul da cor do mar

    Primeiramente, preciso lhes inteirar um pouco na história. Azul da cor do mar é uma narração em primeira pessoa contada pela estudante de jornalismo Rafaela Vilas Boas, a partir do momento em que ela consegue um estágio no Jornal de Minas, uma das maiores publicações do país e o sonho de qualquer colega da universidade. Porém, ela logo (quase) arrepende-se de ter conseguido quando descobre que teria que trabalhar juntamente com Bernardo, um cara arrogante que, logo nos primeiros cinco minutos da entrevista, já conseguiu tirá-la do sério.

    Mais uma coisa a se falar sobre a moça: ela tem um relacionamento – acho que pode-se dizer assim – com um garoto de sua infância. Rafa passava as férias na casa da avó, em Iriri, e naquela época ela observava o garoto da mochila xadrez e olhos azuis, que sempre foi um mistério pra ela. Por isso, ela nunca conseguiu embarcar em um relacionamento de verdade: ninguém superava o garoto da sua imaginação e suas histórias.

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    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin

    Marina Carvalho – De repente, Ana

    Publicado em 23.04.15
    Resenha do livro De repente, Ana

    De repente, Ana
    Marina Carvalho
    Editora Novo Conceito, 2014
    320 páginas

    Submarino Saraiva

    Ana decidiu viver permanentemente na Krósvia, e tudo está às mil maravilhas. Além do namoro cada vez mais sério com Alexander, ela tem um emprego fixo na embaixada brasileira e dedica parte de seu tempo às meninas do Lar Irmã Celeste. Mesmo cumprindo tantos compromissos sociais como princesa, Ana nunca foi tão feliz. Porém, de uma hora para outra, tudo muda. Seu pai, o rei Andrej Markov, sofre um grave acidente e vai parar na UTI. Não resta alternativa: Ana vai ter que assumir o trono da Krósvia e governar a nação. Pouco – ou quase nada – familiarizada com a função, ela vai precisar de ajuda não só para reger o seu país, mas também para manter perto de si aqueles que ama. Muita gente está interessada no seu fracasso.

    Dois dias após ter escrito a resenha de Simplesmente Ana (vocês leram ontem, não leram?), me encontro em outra tarefa igualmente (ou mais) difícil: escrever o que achei de De repente, Ana. Eu tinha um pré-conceito, baseado nos livros que li, de que as continuações são sempre piores do que os primeiros livros. No caso desse livro, eu já sabia que a autora não tinha cogitado escrevê-lo, mas o fez porque os leitores gostaram muito da história. Fiquei com um pé atrás pensando: “a história do primeiro livro acabou tão bem, como a Marina vai conseguir escrever algo à altura que dê uma boa continuação?”. Bem, só posso dizer que a autora tirou esse pensamento da minha cabeça. E não demorou nada: no prólogo.

    Resenha do livro De repente, Ana

    Eu me apaixonei pelo primeiro livro, e logo que terminei, queria mais e mais da história da Ana. Pra quem caiu aqui de para-quedas, vou explicar: Simplesmente Ana, livro que antecede a De repente, Ana conta a história da Ana (dã!) e de como ela conheceu seu pai, mais ou menos aos 20 anos. O fato é que seu pai não é uma pessoa comum: é ninguém mais, ninguém menos que o rei de um pequeno país europeu, chamado Krósvia. Aí já viram: é a maior loucura para a Ana ter que mudar de país para conhecer sua outra parte da família e ser apresentada à população como a filha, princesa e herdeira do trono. Haja fôlego! Ainda mais quando ela conhece o enteado do rei, Alexander. Dá pra imaginar como essa história termina, certo?

    Como não havia previsão de um segundo livro, a Marina encerrou o primeiro, mas me impressionei em ver como ainda havia história para ser contada! A autora inseriu aventura à vida já turbulenta da moça e criou cenários dignos de contos de fadas – e outros nem tanto, nem um pouco! Resumidamente: Ana se vê, subitamente tendo que governar a Krósvia da noite para o dia. Não vou falar mais do que isso para não estragar as surpresas. Mas se preparem porque as emoções são grandes!

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    Gabi Orlandin
    Post escrito por: Gabi Orlandin
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