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Comprando itens de organização pela internet

Publicado em 01.02.17

Li o livro de Marie Kondo, A mágica da arrumação, no período das férias de dezembro. Não falei muito sobre ele aqui no blog, mas foi uma ótima leitura. Depois de conhecer a técnica de arrumação japonesa criada pela autora – e chamada de técnica KonMari em homenagem ao seu próprio nome –, eu fiz algumas mudanças no meu quarto. Desapeguei de vários itens antigos e que já não queria mais, e consegui manter somente (ou quase somente!) o que me traz felicidade, que é a ideia por trás da técnica. A verdade é que eu tenho uma dificuldade enorme em desapegar, mas fiz o possível! ;P

No livro, Marie afirma que é contra itens de organização, e eu entendo o por quê: quando compramos aquela montoeira de organizadores, nunca jogamos nada dos nossos pertences fora, pelo contrário, vamos acumulando coisas que nem sabemos que estão lá. Por isso, o mais correto é você organizar tudo na sua casa sem a ajuda desses itens.

Porém, eu não posso negar que, em determinados aspectos, amo organizadores. Ao contrário de muita gente que levou a técnica de Marie Kondo ao pé da letra, eu coloquei em prática o que achei ser saudável pra mim, e encontrei o equilíbrio entre ter vários organizadores, sem saber o que está lá dentro, e usar estes itens para realmente organizar o que quero manter – de verdade.

Então, existem alguns tipos de organizadores que uso e recomendo para organizar minhas coisas ou criar mais espaço onde eu precisava (por exemplo, dentro de um armário). Pensando nisso, resolvi buscar na internet algumas ideias de organizadores que eu uso, e outros que eu acho bacana pra colocar o quarto em ordem. E o melhor: a maioria deles têm um preço bem acessível! Vamos ver?

Eu amo comprar estes itens na internet! Sabe por quê? Pois além de evitar filas, eu posso ver todos os itens disponíveis a um clique, todos de uma só vez! *-* Acho muito mais prático do que procurar na loja e, às vezes, ter que ir a várias para achar o que eu quero – e, às vezes, nem vejo tantas opções. Pela internet é muito mais fácil!

Além disso, pela internet dá pra aproveitar cupons de desconto exclusivos de sites que disponibilizam, como o Cupom.Org, e economizar um dinheirinho. Por exemplo, neste post, utilizei produtos do site do Carrefour pra me inspirar, mas você pode encontrar estes itens em diversos sites pela internet. ;)

Curtiram o post? Vocês costumam usar itens de organização no dia a dia?

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Mark B. Mills – Esperando por Doggo

Publicado em 29.01.17
esperando por doggo

Esperando por Doggo
Um homem. Um cachorro. Um grande amor.
Mark B. Mills
Editora Novo Conceito, 2015

Dan achava que tinha uma vida feliz com Clara, mas, de uma hora para outra, ela desaparece inesperadamente de sua vida, deixando para trás apenas uma carta de despedida e um cachorro. A pequena criatura é incomum e sequer tem um nome definitivo, ele é simplesmente chamado de Doggo. Agora, Dan tem a missão de devolver Doggo, e, ao mesmo tempo, encontrar um novo emprego. A primeira missão parece ser fácil, a segunda, nem tanto. Com o passar dos dias, Dan começa a desfrutar da companhia de Doggo e não tem coragem de abandoná-lo. De forma singela, mas significativa, a presença do pequeno cão ajuda àqueles que estão ao seu redor. Doggo acaba tornando-se muito mais que um amigo de quatro patas, transforma-se em uma verdadeira fonte de inspiração para o trabalho e para a vida de Dan.

As primeiras 30 páginas de Esperando por Doggo me cativaram. Eu adoro livros com cachorros, então imaginei que este seria mais um xodózinho na minha coleção. Porém, logo depois dos primeiros capítulos, a história começou a tomar um rumo um pouco diferente. E, de certa forma, acabei me decepcionando um pouquinho. x(

A história começa com uma carta de despedida de Clara, endereçada ao seu namorado Daniel. Ela foi embora, ninguém sabe para onde, e só deixou um cachorro para Dan. Um cachorro bem feio, coitado, que na verdade ele nem queria. Foi ideia de Clara ter um cachorro. Então, na manhã seguinte, quando Dan o leva de volta ao canil, ele não consegue deixá-lo lá. E assim é o início de uma amizade – uma amizade que Doggo parece não aprovar e Dan apenas tenta fazer acontecer. Mas mesmo assim, é um começo.

Dan trabalha no ramo da publicidade, e em meio a todo esse caos em sua vida pessoal, ele também inicia em um novo emprego em uma pequena agência. Então, a partir disso começamos a ter conhecimento sobre seus colegas de trabalho, os cases em que ele precisa trabalhar e, principalmente, a sua colega de criação, Edie. Mas não é só isso: o leitor acompanha uma série de intrigas envolvendo o meio corporativo, como tramas envolvendo ciúmes e inveja, traições, intrigas e muito mais. Enquanto tudo isso acontece, Doggo acaba ficando um tanto em segundo plano, até os últimos capítulos do livro, quando ele volta à cena.

É verdade que Dan sempre envolve Doggo em tudo o que faz, e até o leva para o trabalho todos os dias, onde ele se torna o mascote de todo o pessoal da agência. Porém, o que me incomodou foram tantas coisas extras que aconteceram e que tiraram o foco do cachorro. Além disso, muitas vezes eu me perguntei o que o título tinha a ver com a história toda; no final esse mistério é solucionado, mas achei tudo uma coisa pequena demais, sem sentido demais para ter a honra de ser título.

A escrita do autor é também um pouco estranha – só porque não achei palavra melhor pra descreve-la. Muitas vezes, ele vai e vêm em pensamentos do personagem principal, e eu me perdia, sem saber o que estava acontecendo ali. Não posso dizer que ele escreva mal, mas não posso dizer que o estilo me agradou.

O livro tem uma premissa boa, a história não é ruim, mas achei que ficou mal feita. O foco poderia ter sido mais o Doggo, pois a história dele, e somente dele, poderia ganhar muito mais o meu coração, se fosse melhor desenvolvida. Então, tenho uma dica para quem tem interesse em ler: não se deixe levar pelo título, como eu fiz. Não imagine que seja uma busca por Doggo ou que estejam esperando algo dele, de fato. Leia sem pretensões, esperando apenas a história de um cara que está tentando se achar na vida.

Aviso aos que adoram cachorros mas não suportam ler livros em que eles sofrem (como eu): leiam sem medo. Nada de mal acontece ao Doggo, não precisam se preocupar. :)

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Cristina Sánchez-Andrade – O livro de Julieta

Publicado em 26.01.17
O Livro de Julieta

O Livro de Julieta
Uma menina com síndrome de Down e a ternura de sua mãe
Cristina Sánchez-Andrade
Editora Paralela, 2012

Um biquíni novo, um passeio de mãos dadas com os irmãos, uma piscina de bolinhas, a chuva, a rotina. Para Julieta, a felicidade é isso. Já para sua mãe, a jornalista espanhola Cristina Sánchez-Andrade, a felicidade é algo um pouco mais complicado, principalmente depois que sua filha foi diagnosticada com síndrome de Down. “Ela vai te fazer companhia a vida inteira”, “É um presente de Deus”, “Você é forte, vai superar” — é tudo o que tem ouvido desde então. Através de memórias, bilhetes, cartas, diálogos e impressões, este livro narra a história real de Cristina e sua filha, uma história de atividades, de trabalho, de cobrança, de médicos, mas também de amor, de carinho, de brincadeiras, de beijos. É a história do cotidiano de uma família e de uma criança muito especial, que é impossível não amar — mesmo quando ela insiste em fazer xixi nas calças todos os dias ou toma detergente enquanto ninguém está olhando.

O livro de Julieta teve uma relação muito fácil comigo: vi a capa, li a sinopse e já quis pra mim. Um caso de amor. *-* Esse afeto todo aconteceu lá em 2013, e várias reviravoltas me distanciaram dessa leitura. O ano de 2016 foi de poucas leituras pra mim, e 2017 está sendo igual, então eu preciso de livros rápidos de serem lidos, e que, ao mesmo tempo, me fisguem logo de cara, nas primeiras páginas. Ao folhear este livro, percebi que seria o livro certo.

O Livro de Julieta

Este pequeno livro nos mostra a história de Julieta, como o nome já diz, uma menina com síndrome de Down, narrado pela sua mãe, a própria autora. Ou seja, aqui o leitor vai encontrar uma série de pequenas histórias, fatos e transcrições reais e sem rodeios do cotidiano da mãe, ao deparar-se com a notícia de que tinha dado à luz uma menininha com deficiência.

A narração não é linear. A gente vai e volta aos vários estágios da vida da pequena Julieta, como se fossem doses homeopáticas, pra montarmos um pequeno quebra-cabeças e saber como é a vida de mãe e filha. Cristina nos conta detalhes pequenos, que nos ajudam a entender como pensa a menina, e como pensam todas as crianças que têm síndrome de Down. Ao saberem que a filha de Cristina tem síndrome de Down, as pessoas simplesmente não sabem como reagir. Ela lidou preconceito, pena, desentendimento, fofoca. Em que mundo vivemos, afinal, que separamos as pessoas “normais” daquelas que possuem uma “deficiência”?

O Livro de Julieta

Neste livro, Cristina abre a alma, fala da dificuldade em amar a sua menininha, e expõe a dificuldade de aceitá-la do jeito que ela é. O leitor se encantará e achará graça com as coisas que Julieta faz e, depois, entenderá que, em tudo, está envolvido o amor. Se você conhece uma criança com síndrome de Down ou não, não importa. A leitura é muito interessante, de qualquer maneira. Um livro lindo, curtinho e rápido de ler, que toca diretamente ao coração. É quase como poesia: leve, apaixonante, que se entrega e se deixa ser devorado. Algo assim, sem explicação. :)

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Bruna Vieira – Depois dos quinze

Publicado em 23.01.17

Depois dos quinze
Quando tudo começou a mudar
Bruna Vieira
Editora Gutenberg, 2012

Bruna Vieira tem 18 anos, é colunista da Revista Capricho e dona de um blog chamado Depois dos Quinze. Começou a escrever porque descobriu que o amor da sua vida era na verdade o amor de uma das centenas de fases que ela já viveu. Desde então, com a ordem das palavras escritas e compartilhadas nas redes sociais, Bruna superou a timidez, viajou para a Europa, fez duas tatuagens, mudou de vez para São Paulo e tornou-se uma das adolescentes brasileiras mais influentes da internet com milhares de fãs-leitoras-amigas-seguidoras. Nesse livro você encontra uma mistura de histórias, desabafos e segredos de uma garota que nasceu no interior, ama animais, usa boinas coloridas e ainda acredita no amor simples e verdadeiro.

Imagino que todos vocês devem conhecer a Bruna Vieira. Porém, para quem viveu no mundo da Lua nos últimos anos, a Bruna é a blogueira do Depois dos Quinze, blog que nasceu fruto de um pé na bunda – de forma bem direta mesmo. A verdade é que a moça, lá da cidade de Leopoldina, interior de Minas Gerais, estava tão desiludida com o amor, que precisava de um lugar pra escrever textos e desabafar o que ia em seu coração. Alô blogueir@os, quem se identificou? ;P Foi assim que surgiu o Depois dos Quinze que, alguns anos depois, se revelaria a sua fonte de renda e a origem de tantas mudanças em sua vida.

Quando a Bruna de mudou pra São Paulo, muitas coisas começaram a acontecer, inclusive a oportunidade de escrever seu primeiro livro de crônicas, intitulado simplesmente de Depois dos Quinze, pela editora Gutenberg – a mesma que publica sucessos de Paula Pimenta, por exemplo. Eu conheci a Bruna na Bienal do livro do Rio em 2013 e ela é uma fofa. *-* Tive seus dois primeiros livros autografados, que estavam guardados na minha estante até hoje, quando finalmente peguei o primeiro pra ler.

O livro é escrito para meninas e composto de crônicas curtas – somente a última é bem mais longa, e conta uma história mais complexa – e geralmente eles giram em torno de garotos, adolescência e esse período da vida em que os jovens estão em dúvida sobre tudo na vida. Um ponto positivo do livro é que ele é rápido de ler. Como são contos, lemos um após o outro, e quando nos damos conta, já se foram várias páginas. Porém, o ponto negativo fica por conta da superficialidade de todos os contos.

Não me entendam mal, eu li com 25 anos e pode ser que, por este motivo, eu não tenha me identificado com as crônicas escritas pela Bruna. Pode ser que uma menina mais nova, de seus 15 anos, vai identificar com o que está naquelas palavras porque ela está vivendo aquelas situações. Porém, eu compartilho a mesma opinião da minha irmã, que quando leu tinha seus 18 anos: as crônicas são rasas demais e não dizem muita coisa. Seria interessante se a Bruna alterasse um pouco os assuntos, pois ler tantas crônicas de meninas sofrendo pelo garoto que as fez sofrer é um tanto… sofredor. :|

Acho que a Bruna tem uma mão incrível para a escrita, mas falta ainda um pouco de amadurecimento para que ela consiga, digamos, seguir uma linha de pensamento mais clara. Acho que ela escreve com muita sinceridade, com toda a alma e coração, mas é justamente isso que, talvez, atrapalhe. É difícil acompanhar a linha de raciocínio, pois às vezes não consigo enxergar aonde ela quer chegar. Não vou dizer que o livro não é bom; ele é, para o seu público alvo bem específico. Se você é uma menina de 14, 15 anos e está sofrendo por um menino que ainda ama, talvez este livro te coloque pra cima e te faça enxergar seu próprio valor. ;)

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Paula Pimenta – Princesa Adormecida

Publicado em 19.01.17
Resenha do livro Princesa Adormecida

Princesa Adormecida
Paula Pimenta
Editora Galera Record, 2014

Era uma vez uma princesa… Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou.

Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim…

Já fazia um bom tempo que eu queria ler uma história da Paula Pimenta. A autora é a mente criativa por trás da série de sucesso Fazendo meu Filme, que eu ainda não tive a oportunidade de ler. Então, quando me deparei com Princesa Adormecida em uma dessas promoções na internet, resolvi comprar para conhecer a escrita dessa autora que já tem muitos fãs no Brasil. Admito que demorei pra pegar este livro pra ler, mas quando peguei, não consegui parar. Se eu fosse somar todas as horas que eu passei lendo este livro, acredito que não passaria de seis horas. Ele é curtinho, mas me cativou de forma que um livro não fazia há meses. Vamos conhecer um pouquinho?

Resenha do livro Princesa Adormecida

A história começa com as recordações de Anna Rosa, no presente. Quer dizer, este é o nome dela no Brasil, porque ela acabou de descobrir uma vida que não sabia que era dela, e muito mais: que ela é parente próxima de um príncipe de um pequeno principado Europeu. A narração em primeira pessoa conta, no momento presente, as recordações do último dia da personagem, e o leitor fica sabendo de tudo o que lhe aconteceu até o dia de hoje. Após todas as lembranças, quando a princesa já está a par de quem ela realmente é, a narração volta ao presente, para revelar novos acontecimentos que mudaram todo o rumo da trama.

Assim como todo conto de fada, este também possui uma vilã em forma de “bruxa má”. Há uma maldição que corre desde o nascimento de Anna, que mudou todo o rumo de sua vida. Já fica claro desde o começo quem é a vilã e o que ela quer, mas Paula Pimenta deixa o leitor na dúvida em muitos momentos! Eu podia jurar de pé junto que a tal fulaninha estava metida em encrenca; depois, podia crer que outro personagem era do lado do mal. Mas aí vem a Paula e muda tudo – várias vezes! Certamente, isso foi o que mais gostei na história: a forma como ela mexe com os personagens e manipula as emoções do leitor, fazendo-nos amar e depois odiar o mesmo personagem.

Resenha do livro Princesa Adormecida

O que me deixou com um pé atrás, foi a história da bruxa um pouco forçada demais. Poxa, nenhum vilão pode guardar rancor por tanto tempo, sabe? Claro, em contos de fada eles podem. |D De qualquer forma, achei que a narração, ali, ficou um pouquinho faltante, e algumas partes poderiam ter sido melhor desenvolvidas, na minha opinião. Talvez eu pense isso justamente porque gostei tanto da história, que queria mais! E, de fato, é uma história para adolescentes, então não se poderia esperar algo melhor do que isso pra captar a atenção desse público alvo. :)

Para uma primeira experiência com Paula Pimenta, posso dizer que foi uma escolha feliz. Certamente vou desejar ler outros livros da autora no futuro.

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin
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