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Resenha: Editora Novo Conceito

Mark B. Mills – Esperando por Doggo

Publicado em 29.01.17
esperando por doggo

Esperando por Doggo
Um homem. Um cachorro. Um grande amor.
Mark B. Mills
Editora Novo Conceito, 2015

Dan achava que tinha uma vida feliz com Clara, mas, de uma hora para outra, ela desaparece inesperadamente de sua vida, deixando para trás apenas uma carta de despedida e um cachorro. A pequena criatura é incomum e sequer tem um nome definitivo, ele é simplesmente chamado de Doggo. Agora, Dan tem a missão de devolver Doggo, e, ao mesmo tempo, encontrar um novo emprego. A primeira missão parece ser fácil, a segunda, nem tanto. Com o passar dos dias, Dan começa a desfrutar da companhia de Doggo e não tem coragem de abandoná-lo. De forma singela, mas significativa, a presença do pequeno cão ajuda àqueles que estão ao seu redor. Doggo acaba tornando-se muito mais que um amigo de quatro patas, transforma-se em uma verdadeira fonte de inspiração para o trabalho e para a vida de Dan.

As primeiras 30 páginas de Esperando por Doggo me cativaram. Eu adoro livros com cachorros, então imaginei que este seria mais um xodózinho na minha coleção. Porém, logo depois dos primeiros capítulos, a história começou a tomar um rumo um pouco diferente. E, de certa forma, acabei me decepcionando um pouquinho. x(

A história começa com uma carta de despedida de Clara, endereçada ao seu namorado Daniel. Ela foi embora, ninguém sabe para onde, e só deixou um cachorro para Dan. Um cachorro bem feio, coitado, que na verdade ele nem queria. Foi ideia de Clara ter um cachorro. Então, na manhã seguinte, quando Dan o leva de volta ao canil, ele não consegue deixá-lo lá. E assim é o início de uma amizade – uma amizade que Doggo parece não aprovar e Dan apenas tenta fazer acontecer. Mas mesmo assim, é um começo.

Dan trabalha no ramo da publicidade, e em meio a todo esse caos em sua vida pessoal, ele também inicia em um novo emprego em uma pequena agência. Então, a partir disso começamos a ter conhecimento sobre seus colegas de trabalho, os cases em que ele precisa trabalhar e, principalmente, a sua colega de criação, Edie. Mas não é só isso: o leitor acompanha uma série de intrigas envolvendo o meio corporativo, como tramas envolvendo ciúmes e inveja, traições, intrigas e muito mais. Enquanto tudo isso acontece, Doggo acaba ficando um tanto em segundo plano, até os últimos capítulos do livro, quando ele volta à cena.

É verdade que Dan sempre envolve Doggo em tudo o que faz, e até o leva para o trabalho todos os dias, onde ele se torna o mascote de todo o pessoal da agência. Porém, o que me incomodou foram tantas coisas extras que aconteceram e que tiraram o foco do cachorro. Além disso, muitas vezes eu me perguntei o que o título tinha a ver com a história toda; no final esse mistério é solucionado, mas achei tudo uma coisa pequena demais, sem sentido demais para ter a honra de ser título.

A escrita do autor é também um pouco estranha – só porque não achei palavra melhor pra descreve-la. Muitas vezes, ele vai e vêm em pensamentos do personagem principal, e eu me perdia, sem saber o que estava acontecendo ali. Não posso dizer que ele escreva mal, mas não posso dizer que o estilo me agradou.

O livro tem uma premissa boa, a história não é ruim, mas achei que ficou mal feita. O foco poderia ter sido mais o Doggo, pois a história dele, e somente dele, poderia ganhar muito mais o meu coração, se fosse melhor desenvolvida. Então, tenho uma dica para quem tem interesse em ler: não se deixe levar pelo título, como eu fiz. Não imagine que seja uma busca por Doggo ou que estejam esperando algo dele, de fato. Leia sem pretensões, esperando apenas a história de um cara que está tentando se achar na vida.

Aviso aos que adoram cachorros mas não suportam ler livros em que eles sofrem (como eu): leiam sem medo. Nada de mal acontece ao Doggo, não precisam se preocupar. :)

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Sarra Manning – Os Adoráveis

Publicado em 01.11.16
livro os adoráveis sarra maning novo conceito

Os Adoráveis
Sarra Manning
Editora Novo Conceito, 2013
384 páginas

Submarino Saraiva

Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo The Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ficaram pela primeira vez.

Os adoráveis já estava esperando sua vez na fila de leitura há um bom tempo. Lembro bem que, quando lançou, eu estava doida pra conhecer a história da blogueira Jeane, mas depois essa leitura acabou sendo passada para trás diversas vezes. E agora já fazem uns dois dias que terminei a leitura, e ainda não consegui escrever uma resenha pra ele. Não que seja um livro profundo ou emocionante. Nada disso. Os adoráveis é tão divertido que é impossível largar – e por isso, um livro ótimo! :D

Jeane definitivamente não se encaixa no estereótipo de jovens comuns de 17 anos. Ela só usa roupas compradas em brechós, adora colorir (ou descolorir de formas bem trágicas) o seu cabelo, adora combinar (ou não, não mesmo) as suas roupas, e não se encaixa. Simplesmente assim: não se encaixa. Jeane é dork. Dork é um tipo de pessoa que abomina as cadeias de roupas, que não acompanha a moda e que entra em debates acalorados sobre feminismo. Pelo menos a Jeane desse livro é assim – além de morar sozinha em um apartamento que é uma bagunça. Ah, e quase ia me esquecendo da parte mais bacana: Jeane tem um blog, chamado Adorkable, que está se tornando um estilo de vida, com meio milhão de seguidores no Twitter, e é considerada uma rainha dos jovens atuais.

Então, ela nunca olharia para Michael Lee, o típico garoto da escola que namora as garotas mais bonitas, compra suas roupas em lojas de marcas e, ao contrário de Jeane, é totalmente dependente dos pais. Ah, e ele também é ótimo em tudo o que faz: desde Matemática até futebol, e se dá bem com todo mundo. Bem, menos com Jeane.

A única coisa que os dois têm em comum são seus ex-namorados, que acabam meio que trocando de pares, por assim dizer. Eles não têm mais nada em comum. Sendo assim, o primeiro beijo é totalmente sem querer. O segundo é só pra provar que o primeiro foi sem querer. E, bem, o terceiro não teve motivos pra acontecer. Ok, vamos combinar que a coisa saiu do controle, totalmente. xD

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Essa leitura é muito, mas muito divertida! O humor de Jeane é péssimo, na maioria das vezes, e é isso que dá a graça na história. Ela não tem papas na língua e fala o que precisa falar – mas sem largar o Twitter, é claro! Na verdade, ela não consegue viver sem Internet – porque, afinal, seus seguidores sentem a sua falta! Claro.

A história desses dois personagens é, no mínimo, fofa. Eles não têm nada a ver, mas ao mesmo tempo parecem ter um fio ou um ímã que os puxa em direção um ao outro. Eles não combinam em nada, e ao mesmo tempo combinam em tudo – isso ao menos faz sentido? ;P

E, como se não bastasse, é muito interessante ler sobre uma personagem diferente, pra variar. Jeane não tem nada do que outras personagens de livros já tiveram, e isso é muito legal pra quem procura algo diferente. Ela defende o feminismo, faz vendas de usados, não está de acordo com o padrão de “corpo perfeito”, usa roupas extravagantes e discute com os professores em sala de aula sobre os mais diversos temas. Jeane é durona, tem respostas ásperas e ninguém gosta dela. Concordam que ela vai ter que aprender algumas coisinhas nessa história, certo?

Confesso que, quando a autora insinuou um final para a história, eu fiquei realmente com medo, pois não era o que deveria acontecer. E, se fosse daquela forma, então o livro não teria valido a pena pra mim. Felizmente, o final foi lindo – mas não tão lindo, só padrão Jeane, ok? |D Afinal, nada no universo Jeane é tão lindo e fofo.

Se você procura uma história realmente divertida, diferente, e que vai te levar para longe do lugar-comum, Os adoráveis certamente é uma ótima escolha. Garanto! ;)

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Bella Andre – Os Sullivans #11: Preciso do seu amor

Publicado em 04.03.16
Resenha do livro Preciso do seu amor Bella Andre

Preciso do seu amor
Série Os Sullivan, livro 11
Bella Andre
Editora Novo Conceito, 2015
320 páginas

Submarino Saraiva

A bem-sucedida corretora de imóveis de Seattle, Mia Sullivan, não é nada boba… A não ser naquela única semana em que entregou seu coração a um músico sensual, que não lhe deu nada em troca além de dias e noites perfeitas em sua cama. Apesar de ter jurado que nunca mais o veria, ele foi o único homem de quem não conseguiu se esquecer. Um dos roqueiros mais desejados do mundo, Ford Vincent pode ter a mulher que quiser… exceto Mia Sullivan. Agora ele sabe que as milhares de fãs que cantam suas músicas não podem preencher o seu vazio. Só o amor de Mia tem esse poder – então, ele jura fazer tudo o que for preciso para conquistar o coração dela novamente. Depois de um reencontro, uma atração intensa surge entre eles. Será que, finalmente, Mia e Ford irão descobrir um amor forte o suficiente para durar para sempre?

O décimo primeiro livro da longa e amada série dos Sullivan conta a história de Mia, que pertence à família de Seattle e, há cinco anos, se apaixonou ardentemente e teve o seu coração partido. Ford Vincent é o roqueiro que mais toca nas rádios, e lota estádios cheios de fãs que sabem de cor as letras de suas músicas. Porém, naquele show em especial, ele só tinha olhos para Mia, de vestido prateado e longos cabelos loiros. Ela deveria saber que um roqueiro não quer uma pessoa fixa em sua cama. Quem em cada show ele leva groupies para o seu camarim e faz a festa. Porém, ela não conseguiu não se envolver naquela semana em que ficou ao seu lado e teve as noites de amor mais ardentes da sua vida.

Hoje em dia, tudo o que ela quer é esquecê-lo. Porém, com suas músicas tocando em todas as rádios e a todo o momento, fica difícil não se lembrar dos dias maravilhosos e do final horrível que teve o curto romance. Porém, se já estava difícil tentar tirá-lo da sua vida sem vê-lo e tê-lo por perto, agora imagine deparar-se com ele voltando para Seattle e, pior: para a sua vida. Eles definitivamente não podem ficar juntos, mas Ford parece convencido do contrário. Como ela vai resistir a toda a beleza e sensualidade dele?

Os personagens dessa história são totalmente cativantes. Mia é uma empresária bem sucedida do ramo imobiliário enquanto Ford é um cantor mundialmente famoso. Que chance eles teriam de conseguir ficarem juntos e de manter um relacionamento nesses vaivéns da rotina? Porém, Bella Andre adora instigar o leitor e mostrar que tudo é possível quando se trata de amor. Eu adorei a maneira como a autora conduziu a história desses dois personagens e a forma racional como eles tentaram recomeçar, partindo do princípio de uma amizade e não pulando diretamente para o sexo, como outros personagens de outros livros fazem, de forma meio irreal. A base desse romance é bem forte e é fácil imaginar a história se desenvolvendo e a confiança tomando forma na mente dos leitores.

Preciso do seu amor é um livro que vai te fazer ficar de olhos grudados na história desde o primeiro capítulo, assim todos todos os livros da Bella Andre até então. É inevitável não se apaixonar por essa família – tanto a de São Francisco quanto a de Seattle – e, mesmo que as histórias sejam tão previsíveis, é maravilhoso acompanhar o andamento e o desenrolar da trama até que os personagens terminem juntos. E a melhor coisa nessas histórias da Bella, pelo meu ponto de vista, não está somente na personalidade dos personagens, mas em toda a família. Não tem como não amar cada integrante, e torcer para que todos eles encontrem o amor de suas vidas. À medida que acompanhamos a história de amor de cada um deles, mais sedentos ficamos pra conhecer a próxima. E é dessa forma que lemos um livro após o outro e nunca nos cansamos dessa história. E sempre, sempre fica um pouquinho de saudade.

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Bella Andre – Os Sullivans #10: Quando um homem ama uma mulher

Publicado em 02.03.16
Resenha do livro Quando um homem ama uma mulher Bella Andre

Quando um homem ama uma mulher
Série Os Sullivan, livro 10
Bella Andre
Editora Novo Conceito, 2015
304 páginas

Saraiva

Os olhos de Jack estavam mais negros, até mesmo mais intensos, do que ela se lembrava conforme ele caminhava em sua direção. Ela se esforçou para suas pernas não tremerem, e para não sair correndo direto para os braços dele. Para Mary Sullivan, reunir-se com os oito filhos, genros, noras e netos no chalé do Lago Tahoe é sempre um motivo de alegria. Cada um dos objetos que decoram a casa traz consigo um turbilhão de lembranças, todas elas guardadas com muito carinho em seu coração. Ao acender a lareira em mais uma noite de inverno, Mary imediatamente volta aos dias do início do seu tórrido romance com Jack, vivenciando novamente o amor que mudaria a sua vida para sempre.

Os primeiros oito livros da série Os Sullivan contam a história dos oito irmãos da família que moram em São Francisco. Depois disso, a autora deu vida e um livro próprio para cada um dos irmãos de Seattle, que são primos dos que residem na Califórnia. O nono livro, O jeito que me olha (tem resenha aqui!) começou a história de Seattle com o detetive Rafe, ao passo que neste livro, o décimo da série, volta para São Francisco para contar a história de como a mãe de todos eles, Mary, conheceu Jack. Particularmente, acho que este livro poderia ser lido antes do anterior, para dar um cronograma melhor à história. Não que a leitura na ordem atrapalhasse alguma coisa, pois você pode ler essa série totalmente fora de ordem que continuará sendo boa, mas digo que, por uma questão de lógica, o 10 deveria ter sido lançado antes do 9. Dito isso, vamos à resenha de Quando um homem ama uma mulher.

Na introdução do livro, Bella Andre nos diz que, até escrever este livro, ela não tinha ainda nenhuma história preferida dentre todas as dos Sullivan. Porém, a história de amor entre Mary, uma modelo conhecida mundialmente e Jack, um engenheiro que trabalha na garagem de casa, tornou-se seu romance favorito até então. E não é por nada: os dois personagens são tão improváveis que o encontro torna-se lindo, único.

Mary estava fazendo a sua última sessão de fotos na Union Square, enquanto Jack recebia um “não” em resposta ao seu grande projeto de dez anos. Qual a probabilidade de esses dois se encontrarem? Porém, quando Jack, à procura de uma solução para o seu problema, dá de cara com Mary, ele sabe que ela é a solução que ele estava procurando. Só que, mais do que precisar dela para o seu sonho, ele precisa dela. Pura e simplesmente dela. Pode parecer simples, mas não é tanto assim.

Mary já sofreu muito em seus 13 anos de modelo. Além de ter deixado sua casa para trás e de, desde então, nunca ter voltado a falar com seus pais, ela também teve diversas desilusões amorosas com homens que só estavam interessados pela sua fama. Por isso, por tudo o que ela passou, vai ser difícil acreditar no amor verdadeiro mais uma vez.

A história acontece em São Francisco, assim como todos os oito primeiros livros da série. E quem me conhece sabe que eu AMO São Francisco, e por isso sou apaixonada pela saga d’Os Sullivan. Porém, esse livro, em especial, ganhou meu coração mais ainda, pois Mary é da Itália, e escolheu essa específica cidade dos Estados Unidos para recomeçar a sua vida. O que acaba acarretando em uma narrativa detalhada e os motivos que a fizeram se apaixonar e escolher essa cidade – e, logo, me fizeram lembrar o quanto amo esse lugar!

Essa história é realmente linda e me conquistou, pois diverge um pouquinho das outras sete da família. Poderia dizer que está dentre uma das minhas favoritas, pois os personagens são muito maduros e seguros de si. Só achei que a escrita da Bella Andre – ou a tradução – está um pouquinho mais “difícil” do que nos outros livros da série, e eu estranhei um pouco isso. Fora esse detalhe, quem gosta de romances vai amar esta história. Como eu sempre digo: é clichê sim, mas quem não gosta de um clichê delicioso de ler de vez em quando?

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin

Bella Andre – Os Sullivans #9: O jeito que me olha

Publicado em 29.02.16
Resenha do livro O jeito que me olha Bella Andre

O jeito que me olha
Série Os Sullivan, livro 9
Bella Andre
Editora Novo Conceito, 2014
272 páginas

Saraiva

Depois de construir uma sólida carreira como detetive particular – especializado em casos de infidelidade -, Rafe Sullivan perdeu a fé nas relações humanas. As únicas histórias de amor verdadeiro que conhece são a dos seus pais e as dos seus primos, que Vivem na Califórnia. Quando Rafe precisa sair de Seattle para descansar e esfriar a cabeça, sua irmã, Mia, sugere uma temporada na cidadezinha onde a família costumava passar as férias de verão. No cenário de sua infância, Rafe reencontra Brooke Jansen, que, de garotinha doce e inocente, transformou-se em uma mulher de beleza incomum. Nenhum dos dois consegue ignorar o clima de sedução, e é Brooke quem toma a iniciativa: ela propõe a Rafe um caso de verão, sem amarras nem cobranças. Rafe luta para convencê-la de que eles devem continuar sendo apenas amigos… embora ele mesmo não esteja 100% convencido disso.

Certamente você já ouviu falar sobre a Bella Andre, a escritora que deu vida a personagens icônicos e inesquecíveis conhecidos como a amorosa e unida família Sullivan. Em seus primeiros oito livros da série, a autora nos apresentou a família de São Francisco, na Califórnia (e só por esse pequeno detalhe eu já seria fã), que são compostos pelos irmãos: Chase, Marcus, Gabe, Sophie, Zach, Ryan, Smith e Lori. Ufa! São oito irmãos, cada um com seu livro e, consequentemente, sua história de amor. Agora, quando todos os primos de São Francisco encontraram seus amores, é a vez da família de Seattle fazer o mesmo. Da mesma forma, a autora criou um livro para cada um deles, e o primeiro dessa nova continuação você conhece agora.

O jeito que me olha conta a história de Rafe Sullivan, um bem sucedido investigador que, de tanto presenciar e desmascarar casos de traição, não acredita mais no amor verdadeiro. Ele tem uma personalidade selvagem e gosta de aventuras, mas se vê cada vez mais enterrado em seu trabalho. Tudo mudou quando sua irritante (mas amada) irmã chega a seu escritório com a mesma ladainha de sempre: que ele precisa de férias. Só que dessa vez ela tem uma carta na manga: a antiga casa do lago de seus pais, perdida para as dívidas há tantos anos, está à venda. E bem, ela já fez a Rafe o favor de compra-la em nome dele.

Quando Rafe chega à casa, em sua moto, não é a visão da casa que o apavora; é a sua vizinha, de biquíni na varanda, recém saída de um banho no lago Wenatchee. Ela é realmente linda, não fosse a sua confirmação assustadora: ela é ninguém menos do que Brooke, a menininha fofa e inocente com quem os irmãos brincavam quando crianças. Mas a questão é: quando foi que ela se tornou essa mulher cheia de curvas? Bem, aí já dá pra ter uma ideia da história.

Rafe Sullivan tem muitos fantasmas e não quer entrar em um relacionamento. Porém, quem faz essa história girar é Brooke, que sempre foi apaixonada por Rafe e não vai medir esforços para conquista-lo – somente para um caso de verão, sem compromissos (ou era o que eles planejavam, mas isso nunca dá certo). Rafe é um personagem que, falando bem a verdade, acaba “estragando” a história com sua mania de preservar a amizade e não ir além, mesmo lutando com todas as suas forças para manter a mente e o corpo longe de Brooke. E Brooke é a personagem destemida, corajosa, que foi contra os seus pais para seguir o sonho de fazer trufas caseiras no lugar mais lindo do mundo. E, claro, ela vai conquistar qualquer leitor com as suas respostas bem dadas e suas investidas sem vergonha para cima de Rafe. Sem mais palavras, Brooke salvou essa história, ela é uma personagem incrível!

Como todos os romances de Bella Andre sobre os Sullivans, esse livro é clichê, mas guarda surpresas. O leitor sabe com quem os personagens vão ficar, mas a graça está em ver o caminho percorrido até lá. E, no meio da estrada, tem muito romance, surpresas, reviravoltas e, geralmente, um passado difícil pra superar. É interessante dizer que não é necessário seguir a ordem de publicação dos livros para ler a história. Cada livro pode ser lido separadamente.

Recomendo os livros de Bella Andre para quem gosta do gênero, pois são rápidos de ler e contém histórias bonitas, que te fazem acreditar mais no amor.

Gabi Orlandin
Post escrito por: Gabi Orlandin
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