Ana Larousse e o clipe da canção “Vai, Menina”

Do pouco que entendo e muito que falo e sinto sobre poesia, cito Ana Larousse como alguém que a personifica com maestria, delicadeza e beleza singulares. Como quem nasceu para ser verso, há uma menina – por entre as sardas e cachos ruivos – em eterno estado de flor a desabrochar. A poesia personificada, sim, em alguém que sente dores, sente amores e anda e dorme e sonha em nuvens.

Desde pequena, Ana Larousse fazia bagunça com instrumentos e cadernos. Escrevia aqui, ali aprendia a tocar violão e foi parar, aos gritos de rock’n’roll, em garagens de Curitiba. Para cantar fora da gaiola, passarinho, aos 19, foi cantar baixinho na França e descobriu a força dos cantos suaves pelas ruas melancólicas de Paris. Ana Larousse descobriu suas ausências e no seu primeiro disco, Tudo Começou Aqui, canta solidões e partidas com “um jeito de sublimar qualquer tristeza e bagunçar o coração de quem ouvir.”.

Eu tenho uma relação intensa de encantamento por essa menina, afinal era a voz dela que cantava na lembrança a canção “Café a dois” nos meus primeiros encontros de namoro, com cheirinho do cappuccino “de sempre” e, sobre isso, eu escreveria mil e uma poesias…

Mas vim falar sobre o primeiro clipe do Tudo Começou Aqui. Lançado dia 27 de novembro, ainda quentinho quentinho, o clipe de “Vai, Menina” é uma das coisas mais bonitas, poéticas, delicadas e verdadeiras que já vi. Qualquer coisa que eu ainda possa dizer sobre ele vai ficar perdido pela emoção de meus olhos e ouvidos marejados por estar ouvindo essa canção agora.

Então, com vocês, “Vai, Menina”:

“Eis que uma noite, há dois meses, eu tive um sonho maluco onde eu escrevia versos tristes de composições minhas no meu corpo nu. A música que tocava no sonho era Vai, Menina. Com aquilo tudo escrito no meu corpo, eu reagia àquela sensação de estar impregnada de mim.”

Ana sonhou e fez realidade. Ainda parece sonho pela sensação de salto da janela do último andar de um prédio que têm dois ou dez, mas que finda em nuvens. Ana sonhou e a poesia faz morada em quem sonha ao fechar as janelas da alma, em quem as abre para viver. Ana diz que desenha janelas e nuvens, Ana sonha com frases tristes num corpo nu e Ana respira. E assim faz-se poesia. É lindo de ver e sentir.

Espero que vocês sintam a poesia. Seja lá o que e como ela se mostrar. A beleza está em haver significado no que sentimos.

Quem quiser saber e ouvir mais da Ana Larousse, aqui: analarousse.com

– Foto e informações tiradas da página pessoal da Ana no Facebook.

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5 comentários

  1. Responder

    Lari

    17.12.2013

    Tão lindo quanto essa poesia melíflua da Ana, foi esse tom de amor sem melindres da suas palavras, Gabi. Fiquei surpresa como Ana conseguiu passar todo esse verossímil sentimento e expressividade em uma música <3
    Nos novos artistas nacionais, falta um pouco dessa poesia que encanta :')
    Beijos, Gabi. Obrigada pela indicação, sua linda <3

    • Responder

      Gabi { fluffy }

      17.12.2013

      Oi Lari!
      Foi a colaboradora Karol que escreveu o post, não eu, dessa vez, hehe. Não conhecia o clipe, nem a cantora, antes de ela indicar aqui, e também achei tão lindo, tão poético. Que bom que você curtiu!
      Beijos.

    • Responder

      Karol Vieira

      19.12.2013

      Lari, que bom te ler. E que bom ler de alguém a espera por mais encantamentos verdadeiros e fortes como o de Ana na música nacional. [heart]
      Aproveita o som lindo dela. Escuta também o Leo Fressato (caso ainda não conheça) que é parceiro de vida e poesia da Ana.

      Fico muito agradecida por gostar de minhas palavras.

      Beijos!
      Bons dias pra ti!

  2. Responder

    JAMÝ dANTAS

    18.12.2013

    Ana, que poder de nome inspirador!! Escrevi na página dela, mas vale muito expressar aqui também o que esse texto e essa música e essa poesia causou em mim.. é muita vida na alma da gente!
    Karol, a primeira vez que eu tinha ficado grávida de palavras foi quando assisti Budapeste, que Chico nos faz engolir uma cena como essa .. Nosso corpo entregue à poesia ou a poesia que somos tomando forma de corpo, sei lá! Enfim, menina, enfim que eu nem sei dizer nada sobre o texto porque você sempre arranca de mim as palavras .. mas esse clip, mas essa música que até os 4:35 nos permite ainda ficarmos só sentada admirando, mas que passando disso aflora uma vontade escandalosa de arrancar as roupas, os pesos, as dores, e deixar a poesia respirar! É lindo! É você completamente quando tenta explicar o que é .. Que bela manhã, hein?
    Bons dias!

  3. Responder

    Aline T.K.M.

    20.12.2013

    Karol, obrigada por essa lindeza de post!! Não conhecia a música da Ana, e já abri correndo o site dela para saber mais. Amei! =)

    Um beijão, Livro Lab

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