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Não planejei, mas você já estava aqui (há 3 meses)

Depois de “eu não sabia, mas você já estava aqui”, e de “dessa vez eu já sabia”, chegou a vez de: eu não queria, não tinha planejado, tinha fechado a fábrica, me negava a aceitar, mas você já estava aqui há 3 meses! Bem, vamos com calma que eu explico tudo.

Depois das minhas filhas Olívia e Maitê, eu tinha decidido que não queria mais ter filhos. As duas já estavam crescidinhas e adaptadas à escola, eu tinha voltado a trabalhar e a vida andava em um ritmo confortável. Tinha resolvido “fechar a fábrica”, como dizem. Esse era o meu plano.

No final de maio, resolvi fazer a colocação do método contraceptivo Implanon. Fiz o teste de gravidez de laboratório para detectar uma possível gravidez antes da aplicação e deu negativo. Pronto, coloquei, estava tranquila.

Desde aquele dia, tocamos a nossa vida de forma 100% normal, inclusive, fizemos uma viagem para a Suécia e França. Durante a viagem eu percebi que estava enjoada e meio inchada na barriga, mas aleguei que poderia ser efeito colateral do Implanon. Até fiz piadas dizendo que eu parecia grávida de primeiro trimestre.

Em agosto eu tive uma conferência de mulheres da minha igreja, e não consegui usar uma calça de corino, pois estava muito “inchada”. Aquilo já não podia ser normal. No domingo de manhã após o culto, passei na farmácia e comprei um teste de gravidez. Me achei a criatura mais ridícula fazendo isso, afinal eu estava usando Implanon!

Ao chegar em casa e ver o POSITIVO, eu entrei em pânico, comecei a chorar e (Deus me perdoe!) repetia incansavelmente que eu não queria, eu não queria, eu não queria. Eu chorei descontroladamente durante todo o resto do dia, o que me deu uma dor de cabeça terrível, e não levantei da cama durante a segunda-feira. Na terça eu voltei à minha rotina, mas não conseguia ter ânimo. Estava arrasada, pois “agora que tinha voltado à minha vida normal, ia voltar atrás e começar tudo outra vez”.

Na quarta-feira eu fiz a remoção do implante e o primeiro ultrassom. Estava de 18 semanas e era um menino! Aquilo me alegrou! Meu menino estava a caminho. E a conclusão foi que o Implanon não era o culpado: eu tinha engravidado poucos dias antes do exame de sangue, e era um período muito curto para que o exame pudesse identificar a gravidez.

Com mais um bebê, tivemos que trocar de carro, trocar de casa, nos reestruturar com a empresa e encontrar um médico de confiança aqui em Santa Catarina (nos mudamos pra cá em 2024). Na hora, tudo parecia perdido. Mas no tempo certo Deus colocou em nosso caminho as melhores profissionais e nos deu uma casa e um carro dos sonhos. Tudo estava escrito e desenhado pelo Pai para esse desfecho.

Hoje, agradeço e confio no Senhor, pois ele sabe o que é melhor para nós. O Otávio nos foi enviado por motivos que ainda desconhecemos, mas o recebemos com muito amor nesse mundo, e temos certeza que ele tem um propósito muito especial na nossa família. Que bom que Deus tem planos muito maiores e melhores que os nossos.

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