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Maggie Stiefvater – Perdido: Os Lobos de Mercy Falls, volume 4

Mais de dez anos depois de ter lido a trilogia Os Lobos de Mercy Falls, finalmente cheguei a Perdido, de Maggie Stiefvater. Embora seja considerado o quarto livro da série, Perdido funciona como uma história complementar. Ou seja, não é exatamente uma continuação direta. A história muda o foco e coloca outros personagens no centro da narrativa.

Talvez por eu ter lido a trilogia há tanto tempo, em outra fase da vida, a experiência com Perdido tenha sido diferente do que eu esperava. Lembro que Os Lobos de Mercy Falls foi uma das minhas séries favoritas. O clima frio, os lobos e o tom mais romântico me conquistaram. Hoje, no entanto, já não me sinto tão atraída por fantasias. Ainda assim, quis ler Perdido para encerrar o ciclo.

Perdido

Os lobos de Mercy Falls: volume 4

Autoria:
Maggie Stiefvater

Editora:
Agir

Ano de lançamento:
2015

Páginas (nº):
320
Cole St. Clair veio para a Califórnia por um único motivo: reconquistar Isabel Culpeper. Ele havia fugido de sua vida destruída e vazia, e a destruiu ainda mais. Não é simplesmente uma questão de querer. Cole precisa dela. Enquanto isso, Isabel tenta reconstruir sua vida em Los Angeles, mas sem sucesso. Ela é capaz de fingir tão bem quanto todos os outros falsos da cidade, mas para quê? Cole e Isabel dividem um passado que jamais pareceu ter futuro. Eles podem se amar ou se destruir. A única certeza é que jamais se esquecerão.

Sinopse de Perdido

Em Perdido, acompanhamos Cole St. Clair e Isabel Culpeper. Cole é um astro do rock problemático, que tenta reconstruir sua carreira enquanto lida com sua identidade e com a maldição dos lobisomens. Isabel, por sua vez, enfrenta suas próprias dores e inseguranças. Entre fama, conflitos e transformações, os dois precisam decidir quem desejam ser e o que estão dispostos a perder.

Impressões sobre a leitura

Confesso que esperava outro clima em Perdido. No entanto, encontrei personagens intensos, sarcásticos e emocionalmente desgastados. Cole é arrogante, autodestrutivo e, muitas vezes, difícil de suportar. Isabel também me pareceu enigmática e distante. Na verdade, ambos agem com uma frieza exagerada, não se importando com nada, e sobrevivem de forma desinteressada, odiando tudo e todos.

Além disso, algumas situações da trama me pareceram irreais até para uma história de ficção com lobisomens. A dinâmica da banda, o programa em Los Angeles e certos acontecimentos envolvendo policiais e testes musicais soaram forçados. Em alguns trechos, a narrativa quase beirou o absurdo. Por isso, tive dificuldade em levar a história totalmente a sério.

Outro ponto que me decepcionou foi a pouca ênfase no elemento do lobo. Eu esperava que essa parte tivesse mais destaque em Perdido. Porém, ela aparece de forma mais sutil e acaba ficando em segundo plano durante boa parte do livro.

Por outro lado, a escrita de Maggie Stiefvater continua criativa e marcante. Os diálogos são afiados, carregados de sarcasmo e intensidade. A leitura flui com facilidade. Mesmo não tendo me envolvido profundamente com a trama, reconheço que Perdido oferece entretenimento. Além disso, gostei da forma como a autora resolveu a história de Cole e Isabel.

No fim, não me arrependo de ter lido Perdido. Talvez não tenha sido o livro que eu esperava, mas também não foi uma perda de tempo. Serviu como fechamento para Os Lobos de Mercy Falls e como um reencontro com um universo que marcou uma fase importante da minha vida como leitora.

Sabia como era quando seu pior medo era ser você mesmo.

Página 187

Eu simplesmente vivo, Cole. Não fujo para dentro da minha cabeça. Lido com os problemas quando eles aparecem, e depois passa. Quando você evita pensar nas coisas, elas vivem para sempre.

Página 266

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