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Philip Pullman – A faca sutil

Philip Pullman – A faca sutil

O primeiro livro, A Bússola de Ouro, se passou em um mundo completamente diferente do nosso, onde as pessoas tinham dimons, e criaturas como feiticeiras, ursos de armadura e tártaros eram comuns. Agora imagine a minha estranheza ao me deparar com uma história completamente diferente no começo do segundo livro, A Faca Sutil.


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A faca sutil
Trilogia Fronteiras do Universo #2
Philip Pullman
Editora Objetiva, 2007
300 páginas

Neste segundo volume da trilogia Fronteiras do Universo, Will tem apenas 12 anos e tudo começa quando, depois de matar um homem, ele parte para descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seu pai. Num passe de mágica, atravessa o ar e penetra num mundo onde conhece uma estranha garota, Lyra, que, como ele, também tem uma missão a cumprir. Em Cittàgazze, onde os dois se encontram, as ruas são habitadas por espectros letais, devoradores de almas e outras criaturas aterradoras que disputam com todas as forças um poderoso talismã, capaz de cortar o nada e abrir brechas para outros universos – a faca sutil.

A história de A Faca Sutil começa narrando a fuga de Will Parry em sua cidade, Oxford. Porém, ao contrário da Oxford de Lyra, a cidade de Will é exatamente como as nossas: tem barulho de trânsito, pessoas atarefadas correndo pra lá e pra cá, prédios comerciais e tudo o que nós conhecemos.

A princípio, eu achei que estava em outra história. Pior: achei que eu tinha entendido tudo errado no primeiro livro, ou seja, que a história se passava em um tempo totalmente diferente do que eu tinha imaginado. Mas não: logo nos primeiros capítulos, Will entra no mundo de Lyra, e a gente se situa novamente na história habitual.

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Resenha: A Faca Sutil

Will é um personagem extremamente comum: um menino com problemas familiares, que precisa cuidar da mãe e parte em uma aventura em busca do pai, desaparecido desde os primeiros meses de vida do filho. Por outro lado, Lyra, que já conhecemos, é uma menina corajosa, curiosa e destemida, que possui um dimon chamado Pantalaimon e adora se meter em encrencas (mas seus motivos são nobres).

As duas crianças vêm de mundos completamente diferentes. Porém, por mais difícil que possa parecer no começo, as duas histórias têm tudo a ver. Mais do que isso, elas se fundem, e fica cada vez mais óbvio ao leitor que os destinos de Will e Lyra estão interligados.

Os personagens que conhecemos no primeiro livro têm um desenvolvimento maior nessa sequência, e nos sentimos ainda mais inseridos na história de Lyra. A própria Lyra também cresceu no desenrolar da série, se tornando mais esperta dos perigos, e mais alerta às pessoas. Mesmo que, muitas vezes, não saiba em quem pode confiar, essa personagem toma para si grandes responsabilidades e assume suas atitudes.

Uma história surpreendente…

Mais uma vez, esse é um livro para devorar. É uma história para virar página após página em busca de respostas e soluções para os enigmas. Uma leitura fluida, que entrega as informações aos poucos e faz o leitor ficar sedento por mais. A Faca Sutil se baseia em um universo incrivelmente bem arquitetado, em que mundos paralelos se juntam e entregam um prato cheio ao leitor.

Se você tem interesse em ler esse esse segundo livro da trilogia Fronteiras do Universo, saiba que o final é de arrancar os cabelos! Em outras palavras, você não conseguirá abandonar a leitura da série nesse segundo livro, sem continuar para o terceiro livro. É impossível! A história termina em uma cena tensa, em que tudo pode acontecer. Ou seja, programe-se para ler todos os três.

Do primeiro livro para esse segundo, a qualidade da história continua a surpreender, o que aumenta ainda mais o interesse do leitor. Uma trama de tirar o fôlego, de passar a noite em claro e, ao fechar o livro, ainda lembrar da sensação de estar dentro do mundo de Lyra. Por fim, uma história nada menos do que fascinante.

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